Todos livres da febre aftosa

Há mais de 20 anos, Goiás é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como zona livre da febre aftosa com vacinação. E há 11, não existe registro de ocorrência de aftosa no Brasil. Foram anos de muito trabalho e esforço dos nossos pecuaristas, entidades representativas e órgãos oficiais de defesa sanitária para erradicar a doença do território goiano e brasileiro. Não comemoramos o marco ‘Brasil livre de Febre Aftosa’, por acaso.

A luta foi e é árdua. Para muitos, a doença é conhecida somente em livros, fotos e histórias contadas pelos mais antigos que tiveram prejuízos por verem seus rebanhos de bovinos, bubalinos, suínos, caprinos e ovinos serem acometidos pelo vírus da aftosa – que se espalha rapidamente caso as medidas de controle e erradicação não sejam adotadas logo após sua detecção – e, assim, ter que sacrificá-los.

Os prejuízos econômicos vão além da propriedade, com restrições comerciais no mercado interno e externo, suspensão temporária das exportações de carnes, efeitos diretos ligados ao social em caso de redução do rebanho e disponibilidade de alimentos proteicos para a população e menor circulação de recursos monetários, trazendo prejuízos a todos.

Este pesadelo de um passado que não vimos há mais de 20 anos, está realmente ficando para os livros e a depender dos esforços de todos os agentes das cadeias produtivas do agro, assim permanecerão. A união de todos os elos produtivos para estabelecer ações diretas no controle da doença em seus respectivos papeis e atuando efetivamente, foi fundamental.

A vacinação obrigatória dos animais, o fortalecimento da defesa sanitária do Estado de Goiás e com estrutura para fiscalização, controle, regras estabelecidas para o trânsito animal, criação de entidades com o objetivo de indenizar o produtor em caso de sacrifício de animais e também o apoio as ações de defesa sanitária, nos permitiu avançar e chegar no marco de país livre de aftosa em todos os estados da união. Ainda com vacinação, mas ampliando os controles e rigores de conduta, para que em 2023 o Brasil esteja apto a conquistar um novo status de livre de aftosa sem vacinação.

O momento é de comemorar o esforço de todos. Além de garantir a sanidade e bem-estar animal, fortalecemos a qualidade da carne que consumimos, além de conseguir ganhos monetários dos mais diversos, direto e indireto com as exportações de carnes e a conquista de novos mercados internacionais. Nosso agro é forte!