A importância da vacina contra brucelose

Com o início da 1º etapa de vacinação contra aftosa e raiva, em maio, todos os bovinos e bubalinos (todas as idades) devem ser vacinados obrigatoriamente no Estado de Goiás. Mas tão importante quanto as vacinações de aftosa e raiva, a compulsória contra a brucelose das bezerras de três a oito meses se faz importante e necessária. Isso porque é nessa idade que as fêmeas, ainda não púberes, recebem a vacina para estimular o sistema imune a construir defesa contra essa enfermidade. 

A Brucelose (brucellasp) é uma zoonose, que pode ser transmitida ao ser humano, causando patologias severas, como febre contínua, intermitente ou irregular; cefaleia, sudorese profusa, calafrios, artralgias, depressão, perda de peso e mal-estar generalizado, complicações osteoarticulares - sendo a mais comum a sacroilite; infecções geniturinárias, sendo a orquite e a epididimite as mais comuns, além de casos de aborto em mulheres; ou seja, é uma preocupação de saúde pública.

Pode ser transmitida para o ser humano por contato com escoriações ou feridas na pele com tecidos animais, sangue, urina, secreções vaginais, fetos abortados e, especialmente, placentas; ingestão de leite cru e produtos lácteos (queijo não pasteurizado) provenientes de animais infectados. A contaminação também ocorre entre os animais, por exemplo, um reprodutor infectado pode ser o grande disseminador da enfermidade.

A forma de prevenção é a vacinação das fêmeas de três a oito meses (obrigatório), com a vacina RB19 ou com a RB51, segundo a Instrução Normativa SDA nº 10, de 3 de março de 2017, disponível em revendas agropecuárias, com a apresentação de receituários do médico veterinário. A vacinação será efetuada sob responsabilidade técnica deste profissional cadastrado pelo Serviço Veterinário Estadual e/ou por pessoas habilitadas, com marcação do ano da vacinação na cara do animal do lado esquerdo. Outra forma de precaução é a detecção de animais infectados por meio de exame laboratorial, seguido de sacrifício dos animais portadores da bactéria.

A não vacinação desses animais pode gerar autuações e o impedimento da emissão da GTA (Guia de trânsito animal) pelo órgão de defesa animal, como a Agrodefesa. Além disso, animais que venham a contrair essa enfermidade apresentam problemas de reprodução desde dificuldade em emprenhar, repetição de cio (estro), aborto, retenção de placenta, diminuição da produção de leite, entre outros. Todas essas consequências acabam gerando dentro do sistema de produção/econômico um grande prejuízo, pois com menos partos/bezerros, menos animais disponíveis a venda e menos vacas produzindo leite.