Seminário apoiado pelo Faeg Senar traz novidades no controle de pragas

O Sistema Faeg Senar Goiás apoiou a realização do Seminário "Pragas que Ameaçam a Agricultura Goiana: como enfrentá-las?" O evento aconteceu no auditório do CREA, na última terça-feira (14), em Goiânia, e teve como objetivo divulgar e capacitar técnicos e produtores rurais quanto ao manejo das principais pragas (insetos) que tem causado danos na áreas agrícolas do estado. 

Com apoio técnico e realização da Embrapa Arroz e Feijão e da Universidade Federal de Goiás - UFG, o evento trouxe informações importantes dos mais recentes estudos realizados pelas entidades de pesquisa acerca do manejo destas pragas, focando principalmente na importância de se realizar uma manejo sistêmico e integrado, combinando diversas estratégias no combate dos efeitos diretos e indiretos causados por estes insetos pragas. Um dos destaques foi a inserção cada vez maior do uso de agentes biológicos no manejo de pragas, técnica empregada de forma combinada com o uso de inseticidas químicos, o que tem gerado reduções nos custos de produção e incremento nos índices de produtividade. 


Ressaltou-se também a importância que o monitoramento das populações destas pragas ao longo do tempo possui na obtenção de um manejo eficiente. Neste quesito, foi apresentada durante o evento uma nova tecnologia de armadilhamento com leitura automatizada, que identifica e quantifica as pragas capturadas nas armadilhas, trazendo maior eficiência e agilidade no processo de monitoramento.

Com abordagens sobre as diversas pragas que atacam as lavouras goianas, o seminário teve como foco principal as pragas Mosca branca, Cigarrinha e o complexo de lagartas, as quais estão entre os principais insetos que têm prejudicado as plantações do estado nestas últimas safras. Uma das principais preocupações levantadas pelos pesquisadores que se apresentaram no Seminário foi o crescente aparecimento de pragas resistentes aos principais métodos de controle utilizados atualmente, o que tem gerado grande dificuldades no manejo, reduzindo o potencial produtivo e elevando os custos de produção. No caso das lagartas por exemplo, observar-se a ocorrência de cruzamentos entre as diferentes espécies presentes em nossos cultivos, o que têm gerado o aparecimento de lagartas "híbridas", as quais dificultam a sua correta identificação e consequentemente seu manejo. 

“É muito importante que os agrônomos, técnicos e produtores conheçam as características de cada praga, podendo assim desenvolver estratégias de manejo integrado cada vez mais eficientes. A entrada de produtos biológicos no mercado de defensivos agrícolas é um caminho sem volta, e que vai ampliar muito o leque de ferramentas de manejo a disposição dos produtores rurais”, explicou Cristiano Palavro, analista técnico do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG).

Comunicação Sistema Faeg /Senar.