Faeg incentiva proprietários rurais a serem 'produtores de água'

A segunda etapa do 'Programa Produtores de Água do João Leite' vice-coordenado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), vai ser realizado no município de Terezópolis. A região foi escolhida por ter nascentes que são grandes contribuintes da bacia do Ribeirão João Leite.

Na última segunda-feira (21/01), membros da unidade gestora do programa reuniram na Secretaria de Meio Ambiente de Terezópolis, para alinhar o diagnóstico do município para dar inicio nesta nova etapa. Quem participa do programa se compromete a manter Áreas de Preservação Permanentes (APPs) e a segurar água no solo em suas atividades econômica, entre outras práticas de conservação de solo. De acordo com a Emater, cerca de 140 produtores tem perfil para participar. 

O Produtor de Água recebe um incentivo que é o Pagamento por Serviço Ambiental (PSA). “O PSA   veio no sentido de pagar todos os serviços ambientais realizados pelo produtor, mas que toda a sociedade se beneficia”, explica Jordana Sara, consultora técnica da Faeg.

Quem participar do processo por meio de edital, tem que apresentar uma série de certidões negativas para comprovar que está com a propriedade em dia. Além do pagamento pelos serviços ambientais, o produtor receberá também mudas para recuperação das APPs, terraceamento, curvas de nível e o que mais o projeto individual da propriedade indicar. A contra partida do produtor é de fazer a manutenção de todas as benfeitorias realizadas na propriedade por meio do programa.  

O Pagamento do Serviço Ambiental é  feito pela Saneago. No Programa, a Faeg  ajuda a coordenar os grupos, estimula a participação de produtores e colabora com os cálculos dos valores pagos por hectare. O Produtor de Água do João Leite foi criado em 2009. O edital da primeira etapa, publicado em 2015, foi contemplado para os municípios de Nerópolis e Ouro Verde. “Propriedades com déficit de preservação permanente, por exemplo, podem regularizar suas áreas com o plantio de mudas feito pelo Programa. O diferencial deste modelo de PSA é que nas áreas com atividade econômica, o produtor também receba, desde que, adotadas técnicas de conservação de água e solo”, destaca Jordana.

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