Entidades ligadas ao setor buscam alternativas para impulsionar a atividade em Goiás

Mesmo com 30 anos de atividade, a ranicultura, que é a criação de rãs, ainda é pouco conhecida na sociedade goiana. Contudo, algumas condições para ganhar o mercado no futuro estão sendo apresentadas pelos olhares em conjunto da Associação de Ranicultores do Estado de Goiás (Goiás Rã), da área de pesquisa e de outros setores que tentam viabilizar a carne exótica ao acesso dos públicos. A proposta do presidente da Associação, José Messias Sampaio, é colocar a atividade de ranicultura num cenário diferenciado, abrangente e de alto nível de crescimento. “A Goiás Rã está trabalhando muito, já que o projeto é audacioso. É o produtor de fundo de quintal para um patamar maior agora. Estamos dando esse passo mais seguro e 22 municípios, onde existem produtores, já fazem parte do quadro de trabalho,” informa.

O projeto intitulado Rede de Cooperação de Empreendimentos Econômicos Solidários em Ranicultura no Estado de Goiás conta com a participação da Universidade Federal de Goiás (UFG), Fundação de Apoio à Pesquisa (FUNAPE) e Associação de Ranicultores do Estado de Goiás, e apresenta uma estimativa de valor que deverá ser investido em R$ 24 milhões, ao longo de três anos. José Messias informou que a proposta é de que a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e a Secretaria de Aquicultura e Pesca beneficiem a ranicultura como um todo. “Existem órgãos que estão pleiteando a atividade de ranicultura no Estado de Goiás e a demanda dos municípios chegou pelo cadastro que fizemos. Iremos beneficiar 270 famílias e todo crescimento envolve pesquisa. Para termos peso e atingir os municípios precisamos envolver social, econômico e político”, esclarece.

Os municípios que participam do projeto são Abadia de Goiás, Abadiânia, Alexânia, Aragoiânia, Bela Vista, Brazabrantes, Bonfinópolis, Caldazinha, Cromínia, Campestre, Gameleira, Guapó, Hidrolândia, Itapirapuã, Itaberaí, Nova Veneza, Orizona, Professor Jamil, Santo Antônio de Goiás, Valparaíso, Santa Bárbara e Araçu. O objetivo central do projeto é apoiar o desenvolvimento da cadeia produtiva da ranicultura familiar no Estado de Goiás, por meio da construção e fortalecimento de uma rede solidária, composta pela estruturação de unidades demonstrativas constituídas por módulos/galpões de produção, geração de pesquisa científica, formação de técnicos, capacitação de beneficiários e de extensão para a sociedade. “Queremos fornecer sustentação para o mercado e, para isso, precisamos estar preparados em quantidade, qualidade e frequência, porque a carne da rã é magra se comparada com as demais. Goiás apresenta produtividade de 30 a 40 toneladas de produção de rãs mensal e queremos multiplicar esses números com o projeto, porque além de uma satisfação pessoal é o fortalecimento das pessoas que necessitam desenvolver suas atividades e vivem dela”, aborda.


Projetos em desenvolvimento