Senar e parceiros definem práticas agrícolas sustentáveis

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) realizou  uma reunião com as entidades parceiras do Projeto FIP Paisagem para definir os detalhes do começo das ações junto aos produtores rurais e o lançamento da iniciativa, que deve ocorrer nos próximos dias. O Senar será responsável por levar Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) para quatro mil produtores rurais do bioma Cerrado.

O objetivo do FIP Paisagem é estimular práticas agrícolas sustentáveis de baixa emissão de carbono e fortalecer a adoção de técnicas de conservação e recuperação ambiental. O projeto conta com recursos de US$ 21 milhões do Programa de Investimento Florestal (FIP, sigla em inglês) e é coordenado por entidades como o Ministério da Agricultura, Ministério do Meio Ambiente, Banco Mundial, Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Embrapa Cerrados e a agência de cooperação técnica alemã GIZ.

“O projeto tem um componente muito forte de produção e aumento de renda do produtor com assistência técnica. Mas também tem um componente ambiental, de recuperação de eventual passivo ou de adequação a legislação. É um projeto muito estratégico e importante para o produtor rural brasileiro”, afirmou o diretor de ATeG do Senar, Matheus Ferreira.

“Vamos fazer com que projetos de florestas plantadas e florestas nativas avancem e administrar essa riqueza que o Brasil tem para que, harmonicamente, possamos fazer o desenvolvimento sustentável”, disse o diretor-geral do SFB, Valdir Colatto.

Cerrado - Inicialmente, o FIP Paisagem selecionou 53 microbacias que cobrem uma área de 12,5 milhões de hectares distribuídos em nove estados do bioma Cerrado: Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Piauí, São Paulo e Tocantins. A ideia é ampliar o projeto futuramente.

“A expectativa é criar conhecimento e experiência e poder reproduzir essa iniciativa para outros parceiros e áreas. Queremos tornar isso, realmente, uma escala nacional, mas principalmente no bioma Cerrado, onde está o grande centro de produção econômica do Brasil e de uma riqueza ambiental inestimável”, analisou a especialista ambiental do Banco Mundial, Bernadete Lange.

Para o diretor da GIZ, Anselm Duchrow, a agricultura e o meio ambiente são “agendas” que se complementam. Ele destaca que a principal novidade do FIP Paisagem são os exemplos institucionais de como os agentes da agricultura e da assistência técnica podem trabalhar juntos com os responsáveis pelo meio ambiente. “Podemos passar do Cerrado e fazer esse mesmo exercício em outros biomas também, levando para o Brasil todo depois”, declarou.

Fonte:Assessoria de Comunicação CNA

Comunicação Sistema Faeg/ Senar