Faeg e Sindileite fazem novo debate para antecipação do preço e pagamento do leite aos produtores

Edilberto produz leite há 30 anos numa fazenda no município de Palminópolis. Lá são ordenhados e “entregues” cinco mil litros do produto por dia. A insistência para se manter no mercado é grande, já que atualmente se gasta 55 dias para receber o leite vendido hoje para os laticínios. Edilberto foi um dos produtores rurais que estiveram na reunião com o Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado de Goiás (Sindileite), que aconteceu nesta sexta-feira, 08/02, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg). A expectativa dele é de uma parceria com a indústria para saber até o  25° dia de cada mês o preço do litro do leite que receberá no mês seguinte.

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Estiveram na reunião o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, o vice presidente administrativo financeiro da faeg, Eurípedes Bassamurfo da Costa, o presidente da Comissão de Pecuária de Leite, José Renato Chiari, o diretor executivo do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), Edson Novaes, o presidente do Sindileite, Alcides Augusto da Fonseca e o diretor executivo, Alfredo Correia, ainda vários produtores e representantes da categoria, além de presidentes de sindicatos rurais. Todos vieram tratar da resposta à carta dos pecuaristas de leite enviada ao Sindileite pedindo que os laticínios enformem o preço do litro de leite do mês seguinte no dia 25º dia do mês atual e que o pagamento seja feito até o quinto dia útil de cada mês.


O Sindileite apresentou um documento informando que a maioria das empresas já divulgam os preços mínimos em seus sites e algumas fazem direto ao produtor. Quanto ao preço exato que irá ser pago, seria preciso que o produtor informasse até o 25° dia do mês anterior a quantidade exata de leite que irá fornecer.

Sobre o pagamento até o 5° dia útil do mês seguido ao da entrega, o mesmo documento informou que os laticínios dependem das redes de supermercados que pagam as indústrias e cooperativas com um prazo maior do que no 5º dia útil de cada mês.  Foi sugerido que a Faeg junto com a Fieg marque uma reunião com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) para discutir o assunto e que seja criado o CONSELEITE em Goiás.  Uma associação civil, regida por estatuto e regulamentos próprios, que reúne representantes de produtores rurais de leite do estado e de indústrias de laticínios.


“Abrimos um canal de diálogo. Obviamente não  é em uma primeira reunião que vão sair soluções concretas. Dentre as reivindicações nós propomos outras alternativas que vão ser discutidas num grupo de trabalho aqui na Faeg através da Comissão de Pecuária de Leite. Nós vamos também  abrir um grupo de discussão no Sindileite para melhora essa situação”, explicou Alcides Augusto da Fonseca.


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José Renato chiari disse que a reunião não foi exatamente o que os produtores de leite esperavam, mas acredita que houve uma evolução das ideias para resolver o impasse em alguns dias.


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 Outro assunto abordado foi a retirada do imposto sobre a importação de leite da União Europeia.  Na semana que vem o Presidente da Comissão de Pecuária de Leite vai a Brasília para saber mais detalhes do posicionamento das entidades que representam os produtores do país. Na próxima sexta-feira, uma reunião aberta aos pecuaristas vai acontecer na sede da Faeg para colocar todos a par das medidas que devem ser tomadas. Uma das possíveis contrapartidas é exigir a mesma condição tributária para compra de insumos e máquinas que é muito diferente do Brasil para outros países.


 Foto: Fredox Carvalho


Comunicação Sistema Faeg/ Senar