20 de março: Dia Internacional dos Contadores de Histórias

No momento em que este texto está sendo escrito o cenário atual lança ao mundo noticiários de uma pandemia da qual as histórias resultantes são de dor e sofrimento. Contudo, permanece o sonho de dias melhores, afinal, diz o velho ditado: Esperança é a última que morre! Como nas ironias dos contos de fadas e das histórias de carochinhas, a realidade nos mostra que quem mais precisa de proteção e que possivelmente seja quem menos tenha noção real da seriedade do momento são quem mais conta histórias e quem mais aprecia ouvi-las: idosos e crianças, respectivamente.
 

Contudo, entretanto, todavia... na mesma medida em que sobram palavras nas redes sociais acerca do Covid-19 (Corona vírus), estas são escassas neste texto para descrever o tamanho da esperança de que dias melhores virão para que novas histórias sejam contadas. E é neste cenário que em 2020 se comemora em 20 de março o Dia Internacional dos Contadores de Histórias.
 

Larrosa (1995) destaca que “Como seres humanos somos contadores de histórias.” E, desta forma, “Vivemos vidas relatadas e aprendemos com as histórias que ouvimos.” E, assim, restauramos o mundo com nossa imaginação e energias positivas, aliadas a ações conscientes e preventivas. Em tempos em que aprendizes estão em suas casas privadas do convívio social, parece ser ainda mais necessária a Contação de Histórias, apesar de que nem sempre os familiares estejam preparados para esta arte.
 

Com muita história pra contar, e tido como “A Maior Escola da Terra”, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR Goiás – por meio de sua Gerência de Promoção Social implantou a treze anos o Programa Agrinho, que existe a vinte e cinco anos no país. Durante o ano várias ações de educação são disponibilizadas para instituições de todas as modalidades de ensino, das redes pública e privada de todo Estado. Antes mesmo de completar uma década já havia sido implantado nos 246 municípios, impactando 100% do território goiano.
 

Em uma das etapas do programa realiza-se um concurso para o qual as histórias e seus contadores são de extrema relevância, já que são fortes aliados ao trabalho com poema, carta, diário pessoal, conto, artigo de opinião e crônica, sendo estes os gêneros textuais concorrentes na categoria Redação, juntamente com Desenho e Município Agrinho; sendo este que abarca as ações locais das qual os aprendizes registram por meio de redação e desenho as experiências vivenciadas ao longo do ano. Participantes concorrem entre os demais dos municípios de cada uma das 12 Regionais do SENAR Goiás, sendo honrados com centenas de prêmios (smartphone, tablet, caixa de som, TV, motocicleta e carro zero quilômetro) em cerimônia de premiação que nessa 13ª Edição em Goiás está prevista para o dia 27 de novembro, em Goiânia.
 

Reconhecendo que as histórias (e as estórias) poderiam ter todos os dias para serem contadas, especialmente no imaginário infantil. O educador – nato contador de histórias – tem nestas elemento essencial na formulação de estratégias de ensino de modo que o caminho a ser trilhado por este – que no Programa Agrinho é chamado carinhosamente de Agente Educacional – seja norteado também pelas histórias criadas por seus aprendizes, agregando às ações presenciais e a distância (EaD) de formação inicial e continuada de agente educacional, imprescindíveis à construção do conhecimento e da sabedoria de aprendizes e mestres ao longo da vida.

 

Por fim, destacando que o tempo ainda é o maior contador histórias, almejamos que bons ventos, soprados pelo Universo do Grande Criador, soprem em nossos ouvidos e nossas vidas, especialmente de crianças e idosos, boas e belas histórias de superação. E que assim seja!