Etanol: Preço continua firme em praticamente todos os estados da federação

De acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os preços médios do etanol utilizado em carros flex subiram em 20 Estados e no Distrito Federal (DF) e caíram em seis outros na semana passada. O preço do hidratado nos postos pesquisados pela ANP em todo território nacional, o preço médio do etanol subiu 2,10% na semana ante a anterior, de R$ 3,908 para R$ 3,990 o litro. Na comparação mensal, o preço médio do biocombustível no País subiu 2,84%.

Os preços médios do etanol se mostraram mais competitivos que os da gasolina apenas em Mato Grosso e Minas Gerais na semana passada e Goiás, 2º maior produtor de etanol do país, desta vez ficou de fora. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol não está competitivo em relação à gasolina, com paridade de 72,35% ante a gasolina.

O combustível de maior valor médio por litro foi comercializado pelos postos do Sul, a R$ 4,948, e o mais barato foi encontrado no Centro-Oeste, a R$ 4,530. O aumento de preços mais significativo foi registrado na região Sudeste, de 8,96%, tendo SP como o maior produtor.

Analistas do mercado financeiro estimaram recentemente, que a inflação de 2021 será de 5,4%. Mas pelo que se observa, isso não será verdade para os combustíveis, já que os preços médios da gasolina e do etanol em todo o Brasil voltaram a avançar em maio, em relação ao mês anterior.

O combustível mais caro foi encontrado no Centro-Oeste, a R$ 5,913. Em contrapartida, o litro do etanol vendido nos postos da região – a R$ 4,530 foi – o mais barato do território nacional, mesmo após alta de 6,04% em relação a abril.

Aqui no Centro-Oeste, apesar de ter apresentado a média mais baixa para o etanol, quando comparado na relação 70/30, o combustível só compensou no último mês para os consumidores do Mato Grosso. Os motoristas que abastecem em Goiás, no Distrito Federal e no Mato Grosso do Sul optaram, em maior parte, pela gasolina como opção mais econômica.

Todo esse cenário tem um causa: a questão climática. A safra 2021/22 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil atrasou em decorrência do tempo seco, o que contribui para a oferta restrita do biocombustível. Além disso, os melhores preços do açúcar no mercado internacional tem ocasionado uma maior destinação de matéria prima para produção do adoçante. Mesmo com a queda do preço do petróleo, o preço da gasolina se mantem firme exatamente em função do preço do anidro, que compõe 27,5% da mistura, tanto que há pedidos da industria automotiva e outras entidades do setor pedindo a redução de 27,5% para 18%, afim de diminuir esse impacto.

A situação não deve se normalizar, haja vista os problemas com chuvas no final de 2020 e também em 2021 que impactaram consideravelmente os canaviais em toda região Centro-Sul do país, detentora de mais de 90% da produção nacional de matéria prima para etanol e açúcar.

Comunicação Sistema Faeg/Ifag