Esclarecimentos sobre a liberação da entrada na China de carne bovina com certificação sanitária expedida antes do dia 03 de setembro

O Ministério da Agricultura e pecuária do Brasil- MAPA, divulgou uma nota no dia 23/11/2021 informando que a China aceitou receber a carne bovina que aguardava liberação de entrada no país, ressaltando que a certificação sanitária deste produto com data de 03 de setembro de 2021, ou seja, antes da notificação dos casos atípicos de vaca louca que aconteceram nos frigoríficos de Nova Canaã do Norte (MT) e de Belo Horizonte (MG).

O MAPA esclarece que casos atípicos da doença Vaca Louca (EEB) ocorrem de maneira espontânea, esporádica e não estão relacionados à ingestão de alimentos contaminados. O resultado final foi confirmado pelo laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Alberta, no Canadá. Desta forma, estes casos não levam risco para a saúde humana e animal.

Estes dois casos atípicos impactaram de forma avassaladora a comercialização de carne bovina com a China que até outubro de 2021 importou US$ 3,9 bilhões de dólares, 56 % de toda a carne exportada até este período. 

Neste momento, todo o planejamento operacional de confinamento 2021 já havia sido feito, aproximadamente 6,5 milhões de cabeças de bovinos confinadas no Brasil. No entanto, de uma forma abrupta, o valor da arroba caiu significativamente levando muitos produtores a soltar o gado no pasto para não terem um prejuízo maior, em função do preço alto da reposição de gado e do valor recorde da saca de milho, componente essencial para a engorda de bovino.

 Com a adequação do preço da carne no varejo, fortalecendo o consumo interno brasileiro e a retomada de algumas exportações como a da Rússia, que estava parada desde 2017, devido a suspeita de uso de um aditivo Ractopamina na alimentação bovina, retomaram os ânimos do mercado da carne bovina, fazendo o valor da arroba atingir os R$ 300,00. A Rússia pretende comprar do Brasil em 2022, cerca de 200.00 toneladas de carne bovina isenta de impostos para tentar frear a inflação doméstica do país. 

Essa notícia, mais a retirada da vacina da Febre Aftosa para o ano de 2022 em grande parte do Brasil, contribuirá para o Brasil acessar mercados como o do Canadá, Coréia do Sul e Japão, nos faz acreditar na consolidação do Brasil como o maior exportador de proteína bovina e quem sabe em breve, o maior produtor de carne bovina do mundo.

Comunicação Sistema Faeg / Ifag