Alta nos preços de matérias brutas pressiona por reajustes no mercado

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que é divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE), é a principal referência para o reajuste de alugueis e tarifas públicas como energia elétrica. Fundos imobiliários também remuneram com base neste índice. 60% do IGP-M é formado pelos preços no atacado para produtores. Esses 60% também são conhecidos como IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo). 30% é formado pelos preços no varejo para consumidores e também são conhecidos como IPC (Índice de preços ao consumidor). Os 10% restantes observam os preços na construção civil e são conhecidos como INCC (Índice Nacional de Custo de Construção).

Sendo assim, a alta acumulada pelo IGP-M nos últimos 12 meses merece atenção. A FGV divulgou nesta quinta-feira (25) que o índice registrou alta de 2,53% em fevereiro, ficando acima das expectativas da Reuters, de 2,38%. No total dos últimos meses, a alta acumulada é de 28,94%.

Os produtores foram os mais afetados. Em fevereiro, o IPA passou a subir 3,28%, ante alta de 3,38% no mês anterior. O grupo Matérias-Primas Brutas teve alta de 3,72% após subir 5,86% na leitura anterior. Os Bens Intermediários ampliaram sua alta de 2,54% para 4,67% este mês, enquanto os Bens Finais aceleraram os ganhos de 1,09% para 1,25%. A taxa do primeiro grupo foi influenciada por materiais e componentes para a manufatura, e a do segundo pelo aumento da gasolina.

 Para o consumidor, no entanto, a alta dos preços ficou menos intensa, uma vez que o IPC desacelerou a alta a 0,35% no mês, de 0,41% em janeiro. Os preços de Alimentação foram os principais responsáveis por esse resultado, uma vez que desaceleraram sua alta de 1,52% para 0,18% em fevereiro, refletindo decréscimo na taxa de variação das hortaliças e legumes (7,64% para -1,77%).

Já o INCC, sendo os 10% restantes do IGP-M, saiu de 0,93% em janeiro e subiu para 1,07% em fevereiro.

Comunicação Sistema Faeg