Preços ao produtor batem recordes em março

O IBGE divulgou hoje o Índice de Preços ao Produtor (IPP) relativos ao mês de março/21. Também conhecido como “inflação de porta de fábrica, sem impostos e frete”, ele mede a variação dos preços dos produtos de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. 

Os preços da indústria subiram 4,78% frente a fevereiro de 2021, a segunda maior alta desde 2014. O acumulado no ano atingiu 14,09% e foi o maior da série para mês de março. O acumulado em 12 meses de 33,52% também foi recorde. 

Pelo terceiro mês consecutivo, 23 das 24 atividades tiveram alta de preços. Novamente, o destaque foi para o setor das indústrias extrativas, que teve a maior alta 49,57%  seguido pelo de refino de petróleo e produtos de álcool com 37,82%.

No setor de alimentos, os preços aceleraram para 2,41% na comparação com fevereiro que foi de 1,22% e 1,49% em janeiro. Entre as maiores variações, todas positivas, estão os derivados de soja e os produtos do abate e fabricação de produtos de carne. O avanço dos preços em março está em linha com a depreciação do real (4,2%, na comparação março/fevereiro, e 9,7% no acumulado do primeiro trimestre de 2021). 

A variação negativa observada em “resíduos da extração de soja” se explica por uma contingência de mercado, a oferta relativamente maior que a demanda.

 A entressafra da cana-de-açúcar ajuda a explicar o movimento dos preços do açúcar VHP (very high polarization), assim como diante de um mercado externo dinâmico, a pressão dos frigoríficos sobre o abate de reses auxilia na compreensão do movimento dos preços da carne bovina.

Comunicação Sistema Faeg/Ifag