Nota Técnica do Sistema Faeg sobre os incêndios florestais

  Essa semana, tivemos uma série de notícias em relação aos incêndios florestais no Brasil, especialmente na região Amazônica, com repercussões internacionais. As diversas notícias, muitas delas infundadas, colocaram o setor produtivo rural como responsável, até mesmo pela “chuva negra” ocorrida na tarde desta terça-feira (20), em São Paulo.

 No entanto, vale ressaltar, o produtor rural é uma das maiores vítimas destes incêndios, perdendo plantações, palhadas,  animais, máquinas, benfeitorias, gerando enormes prejuízos, além de ser condenado pela falta de informação daqueles que divulgam matérias e notícias distorcidas ou maldosas a respeito do setor.

  A prática de queimadas nas propriedades rurais é ultrapassada, pouco utilizada, além de ser considerada uma técnica primitiva e arcaica, um método que traz mais prejuízos do que benefícios, até mesmo na redução da fertilidade do solo das propriedades, como a destruição de micro organismos decompositores que são precursores na formação da matéria orgânica do solo.

  Uma série de questões devem ser levantadas nesse momento. É essencial a apuração da origem dos focos, os reais causadores, separar o legal do ilegal; separar as queimadas fortuitas, que ocorrem em função do clima seco dos incêndios criminosos; separar produtor rural que cumpre a lei, de outros que utilizam esta prática indiscriminadamente; distinguir acusações ideológicas das fundamentadas pelas ciência e, até mesmo, entender que Amazônia não existe só no Brasil.

 

Neste momento, a Amazônia Boliviana está passando pela mesma situação,  agravando este cenário em nossas fronteiras e, em especial, na região do Mato Grosso, Rondônia e Acre.

 O Sistema Faeg Senar junto com os Sindicatos rurais, têm trabalhado há muitos anos na conscientização dos produtores rurais goianos com resultados significativos na área ambiental. Em relação aos incêndios em nossa região, temos realizado diversas ações e cursos voltados a prevenção, como o Curso de Combate a Incêndios, em parceria com o Corpo de Bombeiro do Estado de Goiás.

 Somos a categoria que mais preserva o meio ambiente e dedicamos nosso patrimônio pessoal, privado e que mobiliza mais R$ 3 trilhões ao meio ambiente, como aponta estudos da Embrapa. Ainda segundo a entidade, ratificado pela própria Nasa, atualmente, temos mais de 65% do território brasileiro preservado. Vale lembrar também, que temos a Lei Ambiental mais moderna e rigorosa do planeta, modelo para as nações e, em especial, àquelas que nos ameaçam com sanções oportunistas. 

 Os produtores rurais zelam por boa parte do ativo ambiental do nosso país. Não são remunerados pelas ações de preservação, que gera elevados custos. Reafirmamos que o meio ambiente é um “bem comum” e não pode ser tratado sob responsabilidade única do setor privado, especialmente do setor rural.

 Repudiamos notícias distorcidas que condenam o setor produtivo rural indiscriminadamente, com finalidades diversas. Com muito orgulho, vamos continuar sendo exemplos para o mundo em preservação e consciência ambiental, além de sermos o maior aliado do meio ambiente.

Nota Técnica Sistema Faeg Senar