Pesquisadores criam novo kit modular de vacinação de plantas

Os cientistas da Universidade Luterana de Martin Luther-Halle-Wittenberg (MLU), do Instituto Leibniz de Bioquímica Vegetal (IPB) e do Conselho Nacional de Pesquisa da Itália (CNR) desenvolveram um novo método para vacinar as plantas contra vírus no futuro. Ele permite a rápida identificação e produção de substâncias precisamente adaptadas que combatem diferentes patógenos. 

O novo método é baseado em um programa de defesa molecular de plantas que é desencadeado, por exemplo, por infecções virais. Durante um ataque de vírus, as células da planta servem como um hospedeiro para multiplicar o vírus, o que resulta na criação de moléculas virais de ácido ribonucléico (RNAs).  

As plantas podem detectar e cortar essas moléculas usando uma tesoura enzimática especial. Esse processo produz "pequenos RNAs interferentes" (siRNAs) que se espalham pela planta e podem iniciar um segundo estágio de defesa para a planta. Aqui, as moléculas de siRNA ligam-se aos chamados complexos de proteínas Argonaute e as conduzem aos RNAs virais, que então, no melhor dos casos, podem ser desmantelados e decompostos em compostos inofensivos.  

A equipe de cientistas já conseguiu comprovar a eficácia de seu novo método no laboratório. Para conseguir isso, dois grupos da planta de tabaco N. benthamiana foram infectados com um vírus modelo que ataca tomates e tabaco. Antes de ser infectado, um grupo foi vacinado com moléculas de siRNA altamente eficientes que os pesquisadores identificaram usando o novo método. O outro grupo não recebeu nenhum tratamento. Os efeitos foram notáveis: após seis semanas, 90% das plantas vacinadas não apresentaram sinais de infecção, mas todas as plantas não tratadas foram mortas pelo vírus. 

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Comunicação Sistema Faeg/Senar