Retomada da economia deve definir manutenção de preços firmes do gado de corte em 2021

O setor pecuário nacional inicia 2021 com perspectivas positivas para o mercado, mantendo a tendência do ano passado. Segundo pesquisadores do Cepea, os principais fatores que fundamentam esse cenário mais otimista estão relacionados à demanda externa e à possível continuidade de oferta restrita de animais, sobretudo no primeiro semestre. 

De acordo com Marcelo Penha, analista de mercado do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), a economia melhorando também elevará o consumo mundial, já que a proteína animal é um dos principais alimentos da humanidade. Pode-se destacar ainda a ameaça sanitária de gripe aviária na Ásia e Europa que pode demandar a produção brasileira.

“Apesar da projeção de manutenção dos preços, acredito que esse ano podemos produzir mais carne, pois o Brasil segurou mais fêmeas bovinas para reprodução, isso pode ajudar a produção. O pecuarista aprendeu a usar milho, farelo de soja e subprodutos industriais na produção bovina que acelera o crescimento e a engorda dos animais. A avicultura e a suinocultura já fazem bem esse ajuste produtivo, conforme o preço do milho e farelo de soja. Mas tudo ainda vai depender da retomada do consumo e da economia global”, avalia.

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Comunicação Sistema Faeg/Senar/ Ifag