CNA discute proposta de seguro sanitário para aves e suínos

A Comissão Nacional de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu nesta semana, em Brasília, para discutir as ações realizadas durante o ano e o planejamento das demandas para 2020.

De acordo com o presidente da Comissão, Iuri Machado, em 2019 o colegiado atuou na qualificação das Câmaras de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação (Cadecs), previstas na Lei da Integração (13.288/16). “A CNA entende que só haverá efetivação da Lei se os produtores integrados estiverem preparados tecnicamente e juridicamente para negociar com as agroindústrias. É um processo contínuo e o Programa Cadec Brasil da CNA é uma ferramenta importante nesse processo”, disse Iuri.

Em 2019, mais de 5 mil produtores foram atendidos, 53 Cadecs receberam consultoria jurídica e foram realizadas 24 palestras de sensibilização sobre a lei nos estados. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) também capacitou 31 instrutores em Mato Grosso, Goiás, Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.

Com relação a 2020, Iuri afirmou que o mercado de carnes será promissor, principalmente para suínos e aves. “O aumento da exportação e a melhoria de renda da cadeia produtiva propiciam um ambiente favorável para as negociações dos integrados junto às indústrias”.  

Outro assunto discutido na reunião foi uma proposta de seguro sanitário para aves e suínos. O diretor da Proposta Seguros, Ricardo Amadeu Sassi, explicou que o objetivo é prestar garantia de indenização aos produtores em caso de eventos sanitários decorrentes de doenças como Influenza Aviária, Newcastle e Peste Suína Clássica. “A ideia desse produto é garantir aos Fundos de Defesa Sanitária capacidade financeira para indenizar seus beneficiários quando necessário. Após a utilização das reservas constituídas pelo Fundo como franquia, o seguro entra garantindo até o limite máximo de indenização contratado na apólice”.

As linhas de crédito disponíveis para produtores de aves e suínos no Banco do Brasil também foram pauta da reunião. “Nós temos uma gama de linhas que atende desde o agricultor familiar, até o produtor empresarial. Temos crédito rural para investimento, comercialização e industrialização e atendemos todos os públicos, de todos os portes”, disse a gerente de Soluções do Banco, Cristiana de Oliveira.

Durante o encontro, o assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Alan Malinski, fez uma apresentação sobre as estimativas da safra de grãos para 2020. “A soja plantada no Mato Grosso e Goiás estão dentro do previsto e permitirão o plantio do milho safrinha. No Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Maranhão houve atraso do plantio de soja, o que afetará a área da safrinha. Também temos relatos de venda antecipada da soja no Mato Grosso do Sul a R$90, com entrega para março”, afirmou Alan.

Por fim, a assessora técnica da Comissão de Aves e Suínos, Ana Lígia Lenat, falou das perspectivas, desafios e oportunidades para o setor. Segundo Ana, as expectativas para o mercado internacional são a reabertura do mercado chinês ao frango norte americano e a expansão da crise da Peste Suína Africana (PSA) no mundo.

“No mercado interno, nós temos pontos positivos como o potencial produtivo, a disponibilidade de mão de oba qualificada e o status sanitário do rebanho de aves e suínos, já que o Brasil é livre de Influenza Aviária e de PSA”, destacou a assessora técnica.

Fonte: CNA

Comunicação Sistema Faeg/Senar