Alta nos preços da melancia não acompanham rentabilidade dos produtores

Segundo o boletim publicado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), as variações nos valores dos hortigranjeiros para esse mês apresentaram uma maior estabilidade diante dos aumentos nos meses anteriores, devido à falta de oferta ocasionada pelas situações climáticas ocorridas neste ano. Em Goiânia, as menores variações foram encontradas na alface, que se manteve estável, e na batata, que variou apenas 2,91% negativamente, demonstrando uma pequena queda nos preços, evento importante dado às altas expectativas apresentadas em agosto. 

O tomate apresentou o maior aumento de preço, obtendo uma média de 23,97% no Ceasa de Goiânia. A cultura é extremamente influenciada por mudanças climáticas, a maturação do fruto é diretamente influenciada pelas alterações na temperatura e quantidade de chuvas, o que resulta na baixa oferta para o mercado e o aumento do preço para o consumidor.  

No mercado das frutas em Goiás, os preços obtiveram uma média maior de aumento comparado às hortaliças. No Ceasa/GO a maçã apresentou a menor variação dentre as principais, com um aumento de 6,95% nos preços, seguido pela banana que teve um aumento de 11,50%. A fruta ainda sofre com a falta de oferta, principalmente, pelos problemas sofridos nas lavouras de banana prata de maior qualidade do país. 

Laranja e mamão obtiveram altas de 14,53% e 14,23% sucessivamente, também por causa da falta de oferta no mercado, especialmente pela falta de qualidade na produção das lavouras. Os preços da melancia ganharam destaque no mês de setembro, a elevação nos preços foi de 48,94%. Entretanto a rentabilidade dos produtores esteve estável, mesmo com a boa produtividade das lavouras, o pico de colheita bateu com um período de alta nos valores do frete para transporte dos frutos que ficaram parados nas lavouras. Essa situação impossibilitou os agricultores de obterem maiores preços no varejo. A previsão é de que a situação persista neste mês.

Comunicação Sistema FAEG/Ifag