Mesmo com quebra de safra a previsão é de que Goiás produza 13% a mais de açúcar

De acordo com o 3º levantamento da safra 2021/22 de cana-de-açúcar feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Goiás se encontra na fase final da safra, com término previsto para o próximo mês. As chuvas acabaram atrapalhando o fim da colheita que poderia ter sido ainda mais precoce. A estimativa é de uma redução de -3,1% na moagem da cana no estado em relação à safra anterior. Essa situação foi causada, tanto pelas condições climáticas desfavoráveis quanto pela troca dos canaviais por lavouras de grãos. 

Os produtos advindos do insumo, como consequência, sentiram com a queda na produção. Os dados do etanol total para toda a região Centro-Oeste, apontam para um saldo negativo de -5,4% em comparação a safra 2020/21, sendo o Mato Grosso o estado com maior redução na região (-16,6%). Goiás produziu 54,9 milhões de litros do produto, contra 56,9 milhões da safra anterior, decréscimo de -3,5%.

Contudo, é prevista uma elevação de 13% na produção de açúcar em Goiás, diferente do total brasileiro em que o declínio chega a -17,8%. É estimada a deficiência nos estoques mundiais de açúcar, causada tanto pela quebra da safra brasileira quanto pela Índia que pretende direcionar quantidades consideráveis de açúcar para a produção de etanol. O déficit poderá persistir até a próxima temporada. 

A safra 2020/21 não foi satisfatória para a produção do milho, resultando na falta do cereal no mercado. Mesmo com a situação insalubre para a fabricação do etanol de milho, as usinas de Goiás e Mato Grosso insistiram na produção devido aos elevados preços do etanol no mercado. A expectativa é de que o Mato Grosso aumente sua produção em 24% em relação à safra passada. Para Goiás a previsão é de uma queda de -26%, totalizando uma produção de 378,5 milhões de litros na safra atual, devido à somente duas das cinco unidades responsáveis pela fabricação do produto continuarem no mercado.

Comunicação Sistema FAEG/IFAG