Depois do curso Manejo de Pastagem do Senar Goiás, pecuarista passa a produzir de três variedades de capim e cana-de-açúcar

Um Reino Encantado! Não é por acaso que Débora Evangelista deu esse nome ao sítio da família, no município de Caiapônia em Goiás. Sempre empolgada, acreditava que ali poderia realizar todos os seus sonhos como produtora rural. O único, porém, nessa história, é que no campo não tem mágica como nos contos de fada. E quem não tiver o conhecimento adequado não tem final feliz.

Isso aconteceu com a primeira pastagem que a Débora resolveu plantar para alimentar o gado de leite.  A área de três hectares de Brachiaria Brizantha, ficou bonita, vistosa. Mas como ela não entendia nada de manejo, mesmo fazendo piquetes o capim não resistiu. Para a produtora não tinha mais solução. Achava que era  preciso arar terra e plantar outras sementes. Mas eis que nessa história surgiu uma "fada madrinha", ou melhor a instrutora Letícia Vilela, do curso de Manejo de Pastagens oferecido pelo Senar Goiás.

“A Letícia falava que era possível salvar o capim e eu desfiava ela, achando que não era possível, porque o capim não saia. Aí durante as aulas, com muito  jeito ela foi me direcionando. Pediu pra eu ir fazendo aos poucos. Primeiro uma análise de solo, depois a colocação de calcário gradativo, do jeito que eu pudesse comprar e não me apertar”, relembra. 

E assim Débora foi colocando em prática o que foi ensinado pela instrutora, estudando mais com a ajuda da internet e conseguiu revitalizar o capim que hoje é usado como apoio, enquanto outras pastagens se recompõem. 

Mais sementes do curso Manejo de Pastagens do Senar Goiás foram semeadas e hoje Débora tem ainda 1.2 hectares de capim Zuri. Outros 0.9 da variedade Capiaçu e cana-de-açúcar, além   2.82 hectares de capim consorciado com milho. “Eu quero fazer silagem, e espero que renda o suficiente para vender. Na seca essa alimentação atinge um preço muito bom e nos permite ter uma fonte de renda a mais no sítio", planeja. 

Débora está sempre em busca de conhecimento. Já fez vários cursos do Senar Goiás,  através dos Sindicatos Rurais de Piranhas, Caiapônia e Doverlândia. “Eu digo que o conhecimento é nosso diferencial. Sem  ele a gente perde tempo e dinheiro. E eu já tinha perdido a esperança de que o sítio pudesse dar dinheiro. Mas a instrutora Letícia renovou meu ânimo. Hoje eu também sou produtora assistida através do programa Senar Mais Leite. Estou muito bem acompanhada pelo Técnico de Campo Welligton José C. Silva Jr. E graças a Deus tenho  não finais, mas novas etapas felizes, com apoio da minha mãe, meu avô e meu marido,  aqui no nosso Reino Encantado”, conclui animada. 

Para a instrutora do curso de Manejo de Pastagens, Letícia Vilela, esse tipo de relato é emocionante!  Sinal de que o Senar Goiás está cumprindo a missão de dar direcionamento para o produtor rural. Principalmente os pequenos.

“Nós sempre nos deparamos com resistência. Muita gente que acha que já aprendeu tudo que podia com os pais, os avós. Nós não dizemos que esse conhecimento está errado. Nós mostramos novas possibilidades que podem melhorar aquilo que o produtor já sabe. É sempre dentro da realidade financeira de cada um. Costumo dizer que no curso Manejo de Pastagens, não ensinamos apenas a semear capim, plantamos sementes de esperança para que esse produtor "germine" seus objetivos sem abandonar a atividade no campo”, reforça a emocionada a instrutora.  

Cursos voltados para a pastagem

Manejo de Pastagens

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