Produtores de mexericas assistidos pelo Senar Goiás investem em poda mecânica para facilitar trabalho e melhorar renda

Em Anápolis, produtores rurais que cultivam a fruta, apostam no manejo que é novidade em Goiás e já percebem ganho de tempo e menos trabalho no manejo 

Pedro Paulo Santana começou a plantar o pomar de mexericas há 13 anos. Foi quando a esposa recebeu a propriedade, que fica em Anápolis, de herança. “Antes aqui era tudo pasto. É interessante ver o crescimento hoje”, conta o produtor.

Ele é acompanhado pelo Senar Goiás na área de fruticultura. A responsável pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) é a técnica de campo Nozi Carneiro. “Tenho aprendido bastante desde que comecei a ser acompanhado pela técnica. Sei mais sobre as doenças, pragas, como elas podem prejudicar o trabalho e também sobre manejos mais eficazes”, relata.

Pedro executava a poda da plantação de mexericas de maneira manual. Através da ATeG do Senar Goiás, em 2021, fez a transição para o trabalho com maquinário. Em Goiás, a técnica não é tão comum quanto em São Paulo, por exemplo. Esse tipo de manejo, embora pareça simples, requer do produtor e também do operador, conhecimentos específicos que são atrelados muito mais à cultura da região de cultivo do que ao trabalho em si.

 Thiago Oliveira é outro produtor de mexericas da região de Anápolis assistido pelo Senar Goiás. Herdou do avô o gosto pela citricultura. Ele passou a realizar a poda com maquinário por causa da demora do processo manual. “O maquinário é que fez o nosso processo de poda ter mais agilidade”, afirma.

São vários os tipos de poda. A “verde”, pode ser realizada tanto no período de chuva quanto no de seca. Trata da retirada de ramos ladrões, galhos vigorosos que roubam energia da planta e não terão produção. Já a chamada de "formação", é feita em plantas jovens, geralmente a partir de seis meses e é um procedimento para moldar a arquitetura da futura árvore. Nela se tira por exemplo a parte superior para que ela cresça na horizontal e fique mais baixa, facilitando o manejo. No caso poda "mecânica", obviamente com o uso de maquinário, se corta tanto galhos das laterais quanto da parte superior. Entre os benefícios estão a redução de doenças e insetos, entrada da luz do sol na copa, mais facilidade para o trator percorrer o pomar e o principal: mais produtividade. Todas essas vantagens são explicadas pela técnica de Campo do Senar Goiás, Nozi Carneiro Ferreira, responsável pelo acompanhamento de produtores na área de fruticultura.

“Muitos produtores que não são acompanhados por um técnico, desconhecem os benefícios da poda. Aqui em Goiás é uma cultura que ainda não está estabelecida como está em São Paulo, por exemplo. É uma manejo com preço ainda não tão acessível por ser novo. Os resultados e as principais  vantagens podem ser observados numa média de um ano após ser feita a primeira poda”, explica a técnica.

Na produção de Pedro Paulo, onde a poda mecânica é realizada há um ano, ele ressalta, entre as vantagens, a facilidade de pulverização e roçagem do terreno.“Além de tudo isso, o trabalho de poda ficou muito mais rápido. A retirada dos galhos é realizada de forma completa em pouco mais de seis horas”.