Ifag: veja a análise semanal da soja e do milho

Soja

Economia americana influência no mercado da soja e contratos da bolsa registram semana de queda na Cbot

●BOLSA DE CHICAGO: Os preços futuros da oleaginosa iniciaram os negócios com saldos negativos na Bolsa de Mercadorias e Futuros de Chicago (Cbot), atingiu o menor valor do mês na quinta. Apesar da recuperação, foi registrado na semana saldo negativo.

●FUNDAMENTOS: Os preços negociados para a soja na Cbot iniciaram a segunda-feira com leves baixas e intensificaram suas perdas pela tarde. Os negócios do dia foram pressionados pela baixa do dólar, isso logo após o pronunciamento do Presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Jerome Powell.

Outro fator que influenciou os preços da commodity, foi o clima nos Estados Unidos, que durante o final de semana apresentou bons volumes de chuvas para as regiões mais ao leste do país. Os mapas atualizados do NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos) mostraram maiores volumes de chuvas esperados para os dias posteriores, influenciando diretamente nos negócios até a quinta-feira. Enfim, logo após quatro pregões consecutivos terminados em queda, os preços negociados da soja se recuperaram, e finalizaram a sexta-feira em campo positivo. As altas também foram ligadas às novas vendas do grão, que de pouco a pouco tem voltado à normalidade. 

●PARIDADE DE EXPORTAÇÃO: Os preços negociados na Cbot apresentaram uma considerável desvalorização quando comparado à sexta-feira da semana passada de -US$ 0,76/bu. O prêmio seguiu estável, sem variação durante os negócios da semana, operando ainda a US$ 1,65/bu. Por outro lado, o câmbio apresentou recuo de -R$ 0,05.

●MERCADO: A cotação média do estado fechou a sexta-feira com soja disponível sendo cotada a R$161,14/SC, apresentando por duas semanas consecutivas uma desvalorização, agora de -R$ 1,69, quando comparado à sexta-feira da semana anterior. 

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Milho

Argentina somou 50,5 milhões de toneladas de produção para safra 2020/21

●BOLSA DE CHICAGO: Os preços futuros do cereal iniciam os negócios registrando perdas na Bolsa de Mercadorias e Futuros de Chicago (Cbot), reverteu o sinal na quinta-feira, mas recuou novamente na sexta-feira, finalizando a semana em campo negativo e atingindo o menor valor dos últimos 30 dias.

●FUNDAMENTOS: Após o fechamento de quatro pregões consecutivos em positivo, os preços internacionais do milho futuro, na segunda-feira, apresentaram um movimento de queda na Cbot. O cenário pôde ser explicado pelas chuvas favoráveis que aconteceram no final de semana para a região do cinturão agrícola dos Estados Unidos. As perdas foram estendidas até a quinta-feira, dia em que o mercado reagiu positivamente, e registrou bons negócios. 

Os ganhos não foram sustentados por muito tempo, e recuaram para o vermelho na sexta-feira, finalizando a semana com saldos negativos entre seus principais vencimentos da bolsa. Tudo isso graças a estimativa de uma grande colheita do cereal nos EUA e ainda devido às preocupações nos terminais de exportação no Golfo dos Estados Unidos. Com relação a colheita da safra 2020/21 da Argentina, ela foi dada como encerrada, trazendo uma produção total do cereal em 50,5 milhões de toneladas dos 6,6 milhões de hectares semeados.

●MERCADO INTERNO: Na Bolsa Brasileira (B3), os preços dos principais vencimentos do cereal finalizaram, pela segunda semana seguida, em negativo. Os contratos da semana apresentaram queda de mais de -R$ 3,00/Sc em cada vencimento, caracterizando assim um cenário de consideráveis perdas no país, sob reflexo do mercado internacional.

●GOIÁS: Em Goiás, os preços do cereal finalizaram a semana sendo cotado a R $ 82,54, expressando uma queda de -R$ 0,95/Sc quando comparado à semana passada. Em Rio Verde os negócios seguiram o mesmo caminho, apresentando desvalorização de -R$ 1,00/Sc. 

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Fonte: Ifag