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Destaque para agricultores assistidos pelo Senar Goiás na produção de baunilha.

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Agricultores investem na produção de baunilha, que pode chegar a R$ 6 mil o quilo, na Serra dos Pirineus

Cultivo da flor e fruto ganha riqueza entre pequenos produtos de Cocalzinho de Goiás e é visto como alternativa de renda para a agricultura familiar.

Agricultores de Cocalzinho de Goiás, na região da Serra dos Pireneus, estão apostando em uma cultura que ainda é pouco comum no campo, mas tem alto valor no mercado: a baunilha. A especiaria pode chegar a R$ 6 mil o quilo no varejo e vem sendo cultivada como uma alternativa de renda para pequenos produtores.
Segundo Sirlei de Paula, Secretária Administrativa da Cooperativa Agropecuária da Serra dos Pireneus (Cooaspi), o quilo da baunilha produzido na região tem sido comercializado entre R$ 3 mil e R$ 6 mil.
Cocalzinho é esse valor de R$ 3 mil a R$ 6 mil. É a nossa primeira colheita e a gente está aprendendo. Então, está começando aí", afirmou Sirlei.

Ela ressalta que os produtores ainda estão aprendendo sobre o mercado, já que a região está no início da produção.

O técnico de campo do Senar Goiás , Saulo Araújo, que acompanha os produtores de Cocalzinho, explica que o valor do quilo da baunilha pode chegar até R$ 10 mil, e é referente ao preço de varejo da fava curada, principalmente na região do Distrito Federal e Entorno. menos porque, em muitos casos, comercializa o fruto fresco e em maior quantidade.
Por questões de mercado, oferta e procura, o preço de varejo da fava curada chega a R$ 10 mil na região do Distrito Federal e Entorno No entanto, o valor pago ao produtor é menor, por comercializarem frutos frescos recém-colhidos e no atacado", explicou Saulo.

Como surgiu a ideia

A produção de baunilha começou a ganhar força em Cocalzinho a partir de 2022. Segundo Saulo, a região já tinha contato com a planta, mas de forma principalmente caseira. A transformação da planta em uma possibilidade de negócio começou quando Saulo e Sirlei, que na época era vice-presidente do Sindicato Rural de Cocalzinho, passaram por um estudo a cultura e buscaram informações sobre o cultivo.
Cocalzinho tem presença forte da agricultura familiar. Segundo ela, mais de 90% das propriedades do município são pequenas. Durante esse trabalho, surgiu a ideia de testar a baunilha como uma nova fonte de renda.

Achamos muito interessante. E aí resolvemos implementar esse cultivo aqui, que era muito aderente à agricultura familiar e que seria uma solução para geração de renda, geração de riqueza, para melhorar e aumentar as possibilidades para os pequenos produtores”, explicou Sirlei.

Saulo afirma que o principal motivo que levou os agricultores a apostar na cultura foi justamente o potencial econômico, sem perder a característica de produção familiar. A Cooperativa Agropecuária da Serra dos Pireneus foi criada em 2023. Segundo Saulo, a Cooaspi nasceu durante o último módulo de um curso de capacitação em cooperativismo do Senar Goiás. "A Cooaspi nasceu para resolver um problema típico da agricultura familiar: pequenos produtores com pouca escala de produção e pouco poder de negociação", explicou

Para Sirlei, a criação da cooperativa também foi uma forma de preparar os produtores para uma etapa que viria depois do cultivo: o processamento e a comercialização. O projeto começou com poucos produtores. Segundo Saulo, em 2024 eram seis agricultores envolvidos com o cultivo. Em 2026, o número chegou a 22 produtores. Sirlei, por sua vez, estima que o número de produtores envolvidos na cultura em Cocalzinho esteja entre 30 e 50, considerando também pessoas que estão iniciando o cultivo. Além do trabalho manual, algumas espécies nativas brasileiras ainda são raras no mercado. A baunilha não é uma cultura para quem espera retornar rápido. No cultivo tradicional, segundo Saulo, o período entre o plantio e a primeira colheita pode chegar a cinco anos. “No cultivo tradicional, o plantio das estacas até a primeira colheita leva-se, em média, cinco anos, dependendo da espécie e do sistema de cultivo”, explicou Saulo.

Com o manejo utilizado pelos produtores acompanhados pelo Senar, esse período foi limitado. Com o manejo adotado pela assistência técnica entre os produtores da Cooaspi, antecipou-se a primeira colheita para três anos”, afirmou Saulo. Sirlei explica que, depois que a planta começa a florescer, existe ainda outro período de espera.

Com o manejo utilizado pelos produtores acompanhados pelo Senar, esse período foi limitado. Com o manejo adotado pela assistência técnica entre os produtores da Cooaspi, antecipou-se a primeira colheita para três anos”, afirmou Saulo. Sirlei explica que, depois que a planta começa a florescer, existe ainda outro período de espera. "Demora, normalmente, três anos e meio para começar a produzir. Depois que floresce, precisa ser polinizada uma a uma. São mais nove meses para vir o fruto", contornou.

Saulo explica que cada fase da cultura exige cuidados específicos, desde o plantio até o beneficiamento. “Para cada fase da cultura existem necessidades específicas. Plantio em substrato composto por material orgânico, cultivo em tutores específicos, indução floral, ponto de colheita adequado e beneficiamento, que é a cura, feita com volume de produção”, afirmou.
Misturam com o caviar da baunilha, que são as sementinhas bem pequenas e pretinhas. Depois da colheita, a baunilha pode levar pelo menos seis meses no processo de cura.

Por que a baunilha é tão cara?

O alto preço está ligado a uma série de fatores. Além do manual de trabalho, algumas espécies nativas brasileiras ainda são raras no mercado.
Saulo explica que a procura também está relacionada às características próprias de cada espécie. As baunilhas nativas brasileiras ainda são raras no mercado, além de despertarem a curiosidade por serem produtos novos que apresentam compostos aromáticos ainda desconhecidos para grande parte dos consumidores", afirmou.
Segundo Saulo, a Cooaspi busca justamente construir uma identidade própria para a baunilha produzida na região. "O principal diferencial indicado pela Cooaspi é a presença de um terror diferenciado e específico, que garante uma identidade única ao produto final", afirmou.

Sirlei também destaca essa característica. "Por estar na Serra dos Pireneus, a absorção absorção o terroir da localidade, das matas. Então, a baunilha tem o terroir aqui da serra", explicou.


Mercado ainda está começando

A venda da produção de Cocalzinho ocorreu pela primeira vez durante o festival. Como a quantidade disponível ainda é pequena, os produtores ainda não trabalham com grandes volumes. Foi a nossa primeira colheita, no festival. Então, a nossa produção é pouca ainda", explicou Sirlei.

O Sistema OCB/ GO também tem participado desse processo. Segundo o presidente da entidade, Luís Alberto Pereira, a Cooaspi recebeu apoio para melhorar a gestão, a comunicação e o acesso a novos mercados. A cooperativa também está sendo qualificada para a exportação e para a adequação da agroindústria.
Para Luís Alberto, a união dos agricultores é fundamental porque pequenos produtores sozinhos têm dificuldade para alcançar escala e negociar com grandes compradores. Para os produtores, a baunilha representa uma possibilidade de diversificar a produção e aumentar a renda das famílias.
Sirlei conta que muitos agricultores da região têm mais de 50 anos e que parte deles perdeu a sucessão familiar porque os filhos precisaram sair para estudar ou procurar trabalho. "Muitos já perderam a sucessão familiar. Foram estudar, não tiveram renda, não puderam escolher voltar", contorno.

Nesse cenário, ela vê a harmonia como uma atividade que pode ser desenvolvida dentro das pequenas propriedades e envolver diferentes membros da família. Saulo também considera que a cultura já começa a ocupar esse espaço. A baunilha já está se tornando importante alternativa de renda para os produtores da agricultura familiar da região da Serra dos Pireneus", afirmou.

A expectativa dos produtores é que a cultura cresça nos próximos anos, mas sem perder a característica de produção familiar. A cooperativa agora busca aumentar o número de produtores, melhorar a qualidade da cura, ampliar a produção e criar produtos com maior valor agregado. A ideia é a baunilha em uma marca da região e levar o nome da Serra dos Pireneus para o Brasil e, no futuro, para outros países.

Fonte: O Popular (18/08/2026)

Comunicação Sistema Faeg / Senar

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