Os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo CAGED), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em 30 de julho de 2026, mostram que Goiás manteve um desempenho positivo na geração de empregos formais. Apenas em junho, o Estado registrou saldo de 3.780 novas vagas com carteira assinada.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, Goiás criou 44.316 empregos formais, resultado de 534.145 admissões e 489.829 desligamentos. Com isso, o estoque de empregos celetistas ativos chegou a 1.585.691 vínculos, representando crescimento de 0,24% em relação ao mês anterior e expansão acumulada de 2,79% no semestre.
Serviços lideram a geração de empregos
O setor de Serviços foi o principal responsável pela criação de vagas no semestre, com 15.947 novos postos de trabalho, crescimento de 2,40% no estoque de empregos do segmento.
Na sequência aparece a Indústria, que gerou 12.150 empregos formais, registrando expansão de 3,85%, impulsionada principalmente pelos segmentos de eletricidade e gás.
A Agropecuária ocupou a terceira posição entre os setores que mais contrataram, com 8.113 novas vagas e crescimento de 6,79% no estoque de empregos. A Construção também apresentou desempenho positivo, com 7.792 postos de trabalho criados.
O Comércio foi o único setor a registrar saldo negativo no período, com fechamento líquido de 314 vagas, indicando estabilidade no mercado de trabalho do segmento.
Agropecuária mantém protagonismo em junho
Somente em junho, a Agropecuária contabilizou 1.725 novos empregos formais, resultado de 7.759 admissões e 6.034 desligamentos.
Historicamente, os meses de maio e junho concentram maior demanda por mão de obra no campo, em razão do avanço das atividades agrícolas e do aumento das operações nas principais cadeias produtivas do Estado. Apesar desse comportamento sazonal favorável, o ritmo de geração de empregos apresentou desaceleração em comparação ao ano anterior.
Em maio de 2025, o saldo do setor foi de 8.279 vagas, enquanto em maio de 2026 foram registradas 6.673 vagas, uma redução de 1.606 postos de trabalho. Ainda assim, os resultados de junho confirmam a continuidade da demanda por trabalhadores no setor agropecuário.
Lavouras temporárias impulsionam as contratações
Entre as atividades que mais contribuíram para a geração de empregos na Agropecuária no primeiro semestre, destacam-se:
Produção de lavouras temporárias: 4.515 vagas;
Atividades de apoio à agricultura e à pecuária: 2.369 vagas;
Horticultura e floricultura: 740 vagas;
Pecuária: 296 vagas;
Produção de sementes e mudas: 117 vagas;
Produção de lavouras permanentes: 52 vagas;
Pesca, aquicultura e produção florestal: 12 vagas cada.
Agronegócio segue como pilar da economia goiana
Os resultados reforçam o papel estratégico da Agropecuária na economia de Goiás. A produção de lavouras temporárias permanece como a principal responsável pela expansão do emprego formal no setor, acompanhada pelas atividades de apoio à agricultura e à pecuária, fundamentais para o desenvolvimento das culturas anuais e dos serviços especializados que sustentam a produção rural.
Mesmo diante de uma desaceleração em relação ao ano anterior, o agronegócio continua sendo um dos principais motores da geração de emprego, renda e desenvolvimento regional, contribuindo de forma decisiva para a manutenção do dinamismo do mercado de trabalho formal em Goiás durante o primeiro semestre de 2026.
Comunicação Sistema Faeg
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