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ABC Cerrado recupera de 93 mil hectares de pastagens degradadas que equivalem a 110 mil campos de futebol

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Thais Andrade Caetano da Silva é produtora rural. Na fazenda Paraíso que fica a 60 Km de Rio Verde, sudoeste do estado, têm lavoura de soja, milho safrinha, pastagem num revezamento com milho, o pasto convencional e gado de corte. Em 2016 a propriedade começou a participar do programa ABC Cerrado que trabalha recuperação de pastagens e integração lavoura-pecuária, além da preservação da água.

“O ABC Cerrado trouxe conhecimentos para melhor aproveitamento da terra, através junção das atividades agrícola e pecuária. Nossa principal atividade é a agricultura. Fizemos curva de nível, reforma de pastagem, recuperação de pastagem e adoção da brachiária na agricultura e tivemos resultados muito positivos’’, contou Thais. Além dela, outros 800 produtores participaram do projeto em todo o estado e mais de 300 receberam assistência técnica.

Os dados finais do ABC Cerrado foram apresentados em uma cerimônia na quarta (6), na sede do Sistema CNA/Senar, com a presença dos parceiros, de diversas autoridades, embaixadores, convidados e produtores rurais. O projeto recuperou mais de 93 mil hectares de pastagens degradadas no bioma com capacitação e assistência técnica e gerencial para 7,8 mil produtores rurais que adotaram tecnologias de baixa emissão de carbono. O trabalho foi feito além de Goiás, na Bahia, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Piauí, Tocantins e no Distrito Federal. A área equivale a 110 mil campos de futebol.

Representando Goiás, compareceram à cerimônia técnicos do programa ABC no estado, o produtor assistido Ercivaldo de Cachoeira alta, o presidente do Sistema Faeg/Senar e deputado federal José Mário Schreiner, o superintendente do Senar Goiás, Dirceu Borges, e o coordenador do Senar Goiás, Douglas Vila Verde.

No palco do evento estiveram presentes o presidente da CNA, João Martins, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, o presidente da Embrapa, Celso Moretti, a gerente de Operações do Banco Mundial, Doina Petrescu, e o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Alceu Moreira.

“O produtor vê que é possível, com tecnologia, mudar o ambiente do negócio dele e aumentar a produtividade. Nós, produtores rurais, podemos transformar terras degradadas, como foi feito em diversos lugares do Brasil, em terras produtivas. Nós temos competência para fazer uma agricultura e pecuária com sustentabilidade e dizer ao mundo que seremos nós mesmos que vamos construir esse novo ambiente”, afirmou o presidente da CNA, João Martins, que deu as boas-vindas aos presentes.

O diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara, apresentou os resultados finais do projeto e destacou que a assistência técnica e gerencial foi um dos diferenciais da iniciativa, ao customizar as tecnologias às características do produtor trazendo retorno econômico e ambiental para a propriedade.

“Essa customização é o grande diferencial do nosso método. Não podemos fazer uma transferência de tecnologia para o produtor perder recursos. De acordo com os dados, percebemos que a cada R$ 1 gasto pelo projeto, o produtor investiu R$ 7 e ainda teve retorno econômico. Isso mostra que agimos como indutor, mas o produtor também estava disposto a fazer a parte dele”, disse Carrara. “Temos certeza que a assistência técnica é o caminho. ”

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, comemorou o sucesso do projeto e ressaltou que esse é o tipo de exemplo que o Brasil quer. De acordo com Tereza, o ministério pretende buscar recursos para dar continuidade nas ações iniciadas pelo projeto, levando tecnologias e assistência técnica para o produtor rural.

“Esse tipo de projeto que precisamos para que o produtor brasileiro conserve e aumente a produtividade nas áreas que já estão abertas. Vamos ao Banco Mundial e levaremos esse exemplo porque precisamos de mais recursos para projetos como o ABC, onde os produtores rurais poderão ter certeza que serão capacitados, terão assistência técnica e também resultados. O Brasil precisa entrar de cabeça na assistência técnica porque ela é muito importante para a agricultura brasileira. ”

O presidente da Embrapa, Celso Moretti, apontou a importância das tecnologias de baixa emissão de carbono para melhorar o desempenho da agricultura brasileira, tornando-a cada vez mais sustentável. “As tecnologias podem realmente contribuir para uma maior sustentabilidade da agricultura brasileira”, afirmou.

Para a gerente de Operações do Banco Mundial, entidade que gerenciou os recursos do Fundo de Investimento Florestal (FIP) aplicados no ABC Cerrado, Doina Petrescu, o projeto conseguiu unir ganhos produtivos à conservação ambiental gerando impacto positivo em toda a cadeia agrícola.

Já Alceu Moreira, da FPA, com tecnologia, pesquisa e inovação, o Brasil não terá nenhum centímetro de solo que seja irreversível. Ele reforçou que o fato do projeto ABC Cerrado ter sido trabalhado com monitoramento, responsabilidade e produzindo resultados, dá ao setor a credibilidade para buscar outras formas de financiamento e projetos para atender cada vez mais produtores rurais.

No evento estiveram presentes embaixadores e representantes das embaixadas da Espanha, França, Turquia, Portugal, Estados Unidos, Vietnã, Indonésia, Costa do Marfim, Belarus, Japão, União Europeia, Austrália, Alemanha, Sudão, Singapura, Irã, Guiana, Canadá, Israel, Zâmbia, Egito, África do Sul e Macedônia, parlamentares, produtores rurais, presidentes das Federações de Agricultura e Pecuária e superintendentes do Senar.

Fotos Fredox Carvalho/ Fotos: Wenderson Araújo

Texto Comunicação CNA e Comunicação Sistema Faeg/Senar


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