Com apoio do Senar Goiás, piscicultor recupera produção e estima 40% de lucratividade

Após enfrentar alta mortalidade de peixes, produtor aumentou a segurança no manejo com a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e planeja ampliar os ciclos de criação

Os viveiros cheios de peixes pintados significam a superação de um momento crítico. Há cerca de um ano, o piscicultor Jean Fratão, de Trindade, enfrentava um problema sanitário que provocava a morte de dezenas de peixes por dia e colocava em risco toda a criação.

Sem conseguir identificar sozinho a causa da mortalidade, Jean procurou o Sindicato Rural de Trindade e passou a receber o acompanhamento da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar Goiás. “Foi uma bactéria que a olho não dava para diagnosticar. Todo dia eu chegava, tinha 20 peixinhos mortos, no outro dia tinha 15, depois já ia para 30. Eu procurei imediatamente, e o Senar já estava à disposição. A técnica veio aqui e deu a sustentação. Pegamos os peixes, fizemos os exames e tive uma perda de uns 10%, mais ou menos. Mas, se não fosse a parceria com o Senar e o Sindicato Rural de Trindade, eu teria perdido tudo”, conta.

O primeiro passo foi realizar um diagnóstico detalhado da produção. A partir dos resultados dos exames, foram definidos os procedimentos necessários para controlar o problema sanitário, recuperar os viveiros e melhorar o manejo dos animais.

“O Senar vem para ajudar o produtor nesses manejos. Como o Jean nos procurou e estava tendo uma taxa de mortalidade muito grande, nós viemos até a propriedade, fizemos todo o diagnóstico e entramos com as medicações corretas. Também fizemos os testes de laboratório para detectar quais doenças estavam aqui. Depois disso, tivemos um êxito muito grande e hoje o produtor está feliz. De acordo com o nosso planejamento, ele pode chegar a quase 40% de lucratividade na produção”, explica a técnica de campo do Senar Goiás, Milca Rodrigues.

Atualmente, Jean mantém dois viveiros ativos e prepara um terceiro para entrar em funcionamento. Em um dos tanques, os peixes pintados estão na fase juvenil. No outro, estão na etapa final de engorda. Ao fim do ciclo, a expectativa é comercializar cerca de três toneladas de peixes. “Não quero tirar menos. Vou começar em setembro”, afirma.

A qualidade da água é um dos principais pontos acompanhados pela assistência técnica. Mensalmente, são realizadas análises dos viveiros e dos peixes para identificar possíveis alterações e orientar os manejos necessários.

“O desenvolvimento do peixe depende muito da qualidade da água. Aqui nós temos os kits de análise de água, que avaliam oxigenação, amônia, transparência, pH. Fazemos essa análise de qualidade da água e, através dela, conseguimos fazer o diagnóstico para verificar se o viveiro tem condições para que esse peixe possa se desenvolver”, explica Milca.

Os peixes pintados também exigem cuidados específicos durante o manejo. Por serem peixes de couro e possuírem ferrões, é necessário atenção durante o acompanhamento e a movimentação dos animais.

“Ele é um peixe de couro, ele tem esses ferrões, então tem que tomar muito cuidado com a questão do manejo. Quando fazemos o acompanhamento na propriedade, observamos a coloração, a boca, os olhos e as nadadeiras para verificar se o peixe realmente está sadio. Fazemos toda essa parte de sanidade para saber se o peixe está se desenvolvendo bem”, detalha a técnica.

Com o acompanhamento dos indicadores de produção, da qualidade da água e dos custos, a atividade se tornou mais organizada e eficiente. Hoje, os dois viveiros somam cerca de 1.800 peixes, e Jean já planeja aumentar a frequência de produção.

“É expandir. Quero ver se passo de três para cinco ciclos no ano. Tira um tanque, vende, repovoa ele e o outro. Quero chegar a esse ponto”, afirma.

Comunicação Sistema Faeg/Senar

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