A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG) protocolou nesta segunda-feira (09) uma representação junto ao Procon Goiás solicitando a apuração do aumento expressivo no preço do óleo diesel registrado nos últimos dias em diversas regiões do estado.
Segundo a entidade, produtores rurais têm relatado elevações abruptas no valor do combustível, especialmente do diesel S10 e S500, comercializado por distribuidoras, transportadores revendedores retalhistas (TRRs) e postos de combustíveis. Em alguns casos, o preço do litro do diesel teria passado de aproximadamente R$ 5,32 para valores entre R$ 6,99 e R$ 8,49 em um intervalo de apenas uma semana, o que representa aumentos que podem ultrapassar 50%.
A Federação destaca que a elevação ocorre em um momento extremamente sensível para a agropecuária goiana, marcado pela colheita da safra de soja 2025/2026 e pelo plantio da segunda safra, principalmente de milho. Nesse período, o consumo de diesel no campo é intensificado devido à operação de máquinas agrícolas e à logística de transporte da produção.
De acordo com a FAEG, o óleo diesel é um dos principais insumos utilizados na produção agropecuária e qualquer variação significativa no seu preço impacta diretamente o custo de produção no campo. Além das operações agrícolas, o combustível também é essencial para o transporte de grãos, insumos e demais produtos do setor.
Dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que o preço médio do diesel S500 em Goiás na semana entre os dias 1º e 7 de março era de aproximadamente R$ 5,39 por litro, valor significativamente inferior ao que vem sendo praticado em alguns pontos do estado nos últimos dias.
Diante desse cenário, a Federação solicitou ao Procon Goiás a apuração da conduta de distribuidoras, TRRs e postos de combustíveis, para verificar se há prática abusiva ou reajustes injustificados nos preços.
Além da elevação de preços, produtores também relatam dificuldades no fornecimento do combustível em algumas regiões. A situação, segundo a entidade, pode gerar impactos diretos nas atividades agrícolas caso haja interrupções ou atrasos na distribuição do diesel.
A FAEG ressalta que o momento exige atenção especial das autoridades, já que o calendário agrícola opera com janelas curtas para a realização das operações de colheita e plantio. Eventuais restrições no fornecimento de combustível podem comprometer o andamento das atividades no campo e gerar prejuízos ao setor produtivo.
A entidade também alerta que o aumento expressivo no custo do diesel tende a pressionar toda a cadeia produtiva, podendo refletir no valor do frete e, consequentemente, no preço final de alimentos e outros produtos agropecuários.
No documento assinado pelo Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás, José Mário Schreiner , pontua ações necessárias para apuração das denúncias e controle caso constatado ações abusivas.
Diante do exposto, a FAEG requer:
A Federação também está acompanhando o tema junto a órgãos reguladores e autoridades do setor energético, reforçando a necessidade de transparência na formação dos preços e garantia da regularidade no abastecimento do combustível.
A FAEG afirma que seguirá monitorando o cenário e adotará as medidas institucionais necessárias para defender os produtores rurais e assegurar a continuidade das atividades no campo.
Acesse no link abaixo o conteúdo da petição:
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