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Preço do milho verde dispara em Goiânia

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O goianiense tem se assustado com o preço do milho nas últimas semanas. O valor da mão (60 espigas) já subiu quase 100% e puxou o preço da pamonha, que já aumentou até R$ 1. O principal motivo é o tempo seco, que derruba a produção e a qualidade dos grãos neste período, quando muitos produtores desistem de plantar. O resultado é que a oferta cai consideravelmente nos meses frios, quando o consumo dos derivados de milho aumenta.

O empresário Divino Pinheiro, proprietário da pamonharia Império do Milho, conta que já está pagando entre R$ 40 e R$ 45 pela mão de milho, que antes custava até R$ 25. Com isso, o jeito foi subir o preço da pamonha de R$ 5,50 para R$ 6. "Os produtores alegam que não têm milho por causa da seca e que o governo não está liberando água para novos pivôs. Somente para aqueles que já estão inscritos", conta Divino.

O consumidor, que antes levava seis espigas por R$ 5 na feira, hoje leva apenas quatro pelo mesmo valor. O feirante Iramar Teodoro Gonçalves conta que costumava comprar 20 mãos de milho na feira. Ontem, só conseguiu seis. Com o preço da mão a R$ 45, o jeito foi subir o preço da pamonha de R$ 5 para R$ 6. "Já estamos comprando milho de Minas Gerais", diz.

O feirante Diogo Henrique Cardoso alega que precisou subir o preço do quilo da massa de milho de R$ 8 para R$ 12. "Compramos o pouco milho que o fornecedor tem, mesmo que esteja tão caro e nem esteja bom", afirma. Segundo ele, os clientes estão reclamando dos preços e muitos até deixam de comprar.

Água

Muitos produtores de milho deixaram de produzir este ano. O gerente técnico da Ceasa, Josué Lopes Siqueira, lembra que o milho precisa ser irrigado nesta época. Mas, segundo ele, o controle da outorga de água está rigoroso e a fiscalização sobre o uso da água, acirrada. "Está vindo muito milho de São Paulo para ajudar a equilibrar o mercado local, pois na época do frio a oferta cai e a demanda aumenta", ressalta.

A analista técnica do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), Jordana Gabriel Sara, informa que a bacia do Alto Meia Ponte é responsável por grande parte dos hortifrutis que abastecem Goiânia e região. Segundo ela, a maioria são pequenos produtores e muitos, que produzem há muitos anos, nem conhecem questões de outorga. Por isso, a entidade está mobilizando os agricultores que fazem pequenos usos de água, como por microaspersão, para que façam um cadastro para se regularizarem, através de outorgas coletivas, por exemplo.

"Novas outorgas estão suspensas desde 2016. Mas é uma questão econômica e social, pois essas hortas respondem por 80% da renda nos municípios com até 20 mil habitantes", diz Jordana. Segundo ela, o volume do rio a ser distribuído já está em 94%, sendo que 78% já são destinados ao abastecimento de Goiânia. "Os 6% restantes devem ser divididos de forma mais justa, por isso a necessidade do cadastramento", destaca. Procurada, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) não retornou até o fechamento desta edição.

Fonte: O Popular

Comunicação Sistema Faeg/Senar

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