Com apoio da Assistência Técnica e Gerencial, Márcio Lopes trabalha com a família e abastece feiras e frutarias do município referência em produção de grãos

A cerca de 12 quilômetros de Rio Verde, no Sudoeste de Goiás, uma propriedade rural de quase 10 hectares ganhou um cultivo diferente do predominante na região. Enquanto muitos produtores investem principalmente no cultivo de grãos e de hortaliças, Márcio Lopes encontrou nas frutas uma oportunidade de renda para a família.
Há mais de 10 anos, ele trabalha com a produção de hortifrutis. Atualmente, cerca de três hectares da propriedade são destinados ao cultivo. Mamão, goiaba, maracujá, acerola e limão estão entre as frutas produzidas no local, além de hortaliças.
“Aí eu estou produzindo frutas, diferencial, porque a fruta dá uma rentabilidade muito boa também, né. Mamão, a goiaba. E tem seus problemas, mas produz bem aqui”, conta Márcio.
A atividade envolve toda a família. A esposa, os três filhos e o funcionário Jenilson da Silva ajudam nas tarefas diárias, que começam cedo e incluem irrigação, adubação, limpeza e colheita.
“A gente começa aqui seis horas em ponto. A primeira coisa que eu faço é ver as áreas que tem que adubar, as áreas que tem que "moiar". Aí vai variando o serviço, né. Porque aí uma hora vai ele e uma hora vai eu, na "moiação" ou então na limpeza. Tudo que é produzido aqui na chácara é para venda”, explica Jenilson.

O produtor vende principalmente em feiras livres e frutarias de Rio Verde. Para garantir que as frutas cheguem ao consumidor com qualidade, a colheita faz parte da rotina. Márcio e Jenilson percorrem os pés e selecionam os frutos que estão no ponto adequado. O cuidado pode ser observado também na banca mantida pelo produtor na feira livre do Bairro Popular, na cidade, onde frutas e hortaliças são comercializadas diretamente aos consumidores.
Para aprimorar o trabalho, Márcio conta com a Assistência Técnica e Gerencial do Senar Goiás, por meio do programa Senar Mais, em parceria com o Sindicato Rural de Rio Verde. O acompanhamento é dividido em duas frentes. Na área gerencial, o produtor recebe orientação para registrar a produção, os gastos e as receitas. Na parte técnica, o acompanhamento envolve todas as etapas do cultivo.
“O trabalho que fazemos com o Márcio é uma assistência técnica e gerencial oferecida pelo Senar Goiás no programa Senar Mais. Da parte gerencial, inclui registros do volume produzido, dos insumos que são adquiridos, para a gente montar todo um quadro de gastos e de receitas para orientar o produtor em tomadas de decisões nessa parte que nós chamamos gerencial”, explica Rodrigo Gomes, técnico de campo do Senar Goiás.

Segundo ele, a assistência também acompanha o desenvolvimento das culturas. “A segunda etapa é o acompanhamento técnico, incluindo visitas na propriedade para avaliação da produção. Já na parte técnica e agronômica, isso contempla todo o ciclo de produção da cultura. Isso vai desde a produção de mudas, aquisição da semente certificada, preparo da área, correção, transplante, adubação de base, adubação de cobertura e também tratos culturais relativos ao manejo fitossanitário, controle de pragas, também de doenças. Todo esse acompanhamento a gente faz e também relativo à colheita, maturação dos frutos e armazenagem”, detalha Rodrigo.
A estiagem é um dos principais desafios enfrentados pelo produtor. Com temperaturas elevadas e baixa umidade, a irrigação precisa ser mantida com frequência, enquanto as demais atividades continuam.
“Adubar, colher, molhar, que é todo dia, principalmente nesse período seco agora, que a umidade, o sol muito quente, então tem que molhar todo dia, colher também praticamente todo dia, e limpar também, tem que ter os tratos culturais também, que é pulverizar essas coisas, tem que estar fazendo isso praticamente todo dia”, afirma Márcio.
A diversidade de culturas também exige organização para dar conta da colheita. “O mais desafiador é a hora de quando você vai colher, que não é só uma coisa que a gente colhe, colhe muitas coisas também, que aí a gente termina uma para ir para a outra. Aí tem horas que não dá para colher todas de uma vez”, relata.
Apesar dos desafios, Márcio já planeja utilizar parte da área que ainda não é cultivada para ampliar o negócio. A meta é aumentar a quantidade das mesmas culturas que já apresentam bons resultados na propriedade.
“Então o pensamento aqui é em crescer em questão de quantidade. Aumentar o plantio de mamão, aumentar a quantidade de goiaba, maracujá, de limão, as mesmas culturas, só em quantidade maior”, afirma.
A assistência técnica do Senar Goiás também acompanha esse planejamento. Na fruticultura, o manejo precisa considerar as condições climáticas ao longo do ano, especialmente durante os períodos de seca e frio.

“A gente tem essa característica de as culturas serem semiperenes, ou seja, ela obrigatoriamente tem que passar pela seca e frio, e a orientação também se estende para esse manejo da irrigação, né? E também todo o manejo necessário para a proteção das plantas, ou seja, o controle de pragas, também o controle das principais doenças, a parte agronômica, ela acaba adquirindo um foco muito grande nessa parte”, explica Rodrigo.
A produção de Márcio também movimenta a economia local. Ao abastecer feiras e o comercio de Rio Verde, o produtor aproxima quem produz de quem consome e reduz a necessidade de trazer determinados produtos de outras localidades.
“Isso faz com que a roda gire, viu? Que roda é essa, né? É a do consumo, porque se você tem uma produção local, você não precisa pegar em outra cidade, então você já economiza no frete desse produto. Então o produto fica muito mais barato para a região ali, por isso que tem que investir muito, muito na agricultura familiar, nesses produtores. Para ter a Assistência Técnica e Gerencial do Senar Goiás, que é de graça, basta procurar um Sindicato Rural", Informa o técnico de campo.
Comunicação Sistema Faeg/Senar
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