
A meta é, por meio do acompanhamento, ultrapassar os 10 mil pés
A pouco mais de um ano e meio, a produção de alface de Jonas Mendes cabia em um único canteiro, com cerca de 200 pés. Hoje, a realidade é outra. Na propriedade da família, em Palmeiras de Goiás, são plantadas entre 3,5 mil e 4 mil unidades por mês, em uma área de menos de um alqueire.
O crescimento veio acompanhado de mudanças na forma de produzir. Com o apoio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar Goiás, Jonas passou a organizar melhor cada etapa do cultivo, desde o preparo do solo até a colheita. O que começou como uma produção voltada ao consumo da própria família se transformou na principal fonte de renda da casa.
“Quando o técnico de campo Sidarta chegou aqui, eu tinha um canteiro com 200 pés. Ele me orientou, eu falei: vamos colocar isso em prática. Comecei a seguir os ensinamentos e fui desenvolvendo cada vez mais. Hoje, planto em torno de 3,5 mil a 4 mil pés por mês. Foi por meio da assistência do Senar que consegui desenvolver cada vez mais a produção”, conta o produtor.
A principal cultura é a alface americana. As folhas firmes e bem formadas são resultado de um manejo acompanhado de perto. A produção também inclui quiabo, jiló, rúcula e couve, uma estratégia adotada pela família para diversificar as fontes de renda e manter diferentes produtos disponíveis ao longo do ano.
A atividade começou de maneira simples. A ideia inicial era plantar apenas para atender às necessidades da própria casa. O incentivo da esposa, porém, ajudou a família a enxergar uma possibilidade de negócio. “Meu projeto era só para consumo próprio. Minha esposa falou: ‘Não, vamos plantar para o nosso consumo’. Hoje, é uma renda familiar para mim, para minha esposa e para minha filha. Estamos vivendo dessa atividade”, afirma Jonas.
Foi em busca de novos conhecimentos que o produtor procurou o Sindicato Rural de Palmeiras de Goiás e passou a receber a Assistência Técnica e Gerencial do Senar Goiás.

Para o técnico de campo Sidarta Oliveira, o primeiro passo foi entender a situação da propriedade e os objetivos do produtor. A partir dessas informações, foi possível estabelecer metas e organizar o crescimento da atividade. “A gente queria entender como era a vida dele antes da assistência. A partir dos dados que levantamos, fizemos um planejamento para ele chegar onde quer, sempre junto com o produtor”, explica.
Segundo Sidarta, o aumento da produção é feito por etapas, de acordo com a capacidade da propriedade e da família. “Ele queria sair de 200 e chegar a 10 mil pés. Isso acontece em etapas mensais de trabalho. Tudo é aliado à técnica e às orientações. Fizemos um planejamento e hoje ele segue esse planejamento para conseguir mais produtividade e aumentar a produção de forma crescente”, afirma.
Além das orientações relacionadas ao cultivo, a assistência técnica também ajudou Jonas a acompanhar melhor os números da propriedade. Saber quanto é gasto, quanto é produzido e quanto a atividade gera de retorno passou a fazer parte da rotina.
“Quando o produtor entende que não basta apenas plantar e produzir, tudo fica mais fácil. Ele sabe quanto gasta, quanto ganha e quais são os resultados brutos e líquidos do negócio. Isso dá mais segurança e entusiasmo, porque ele consegue enxergar quanto está ganhando e quanto ainda pode ganhar”, destaca Sidarta.
As orientações também envolvem o manejo das plantas, a aplicação correta de defensivos e os cuidados com a saúde e o meio ambiente.
“Quando o produtor segue as orientações técnicas, desde a forma de aplicação dos defensivos até os cuidados com a saúde e o meio ambiente, tudo isso contribui para o aumento da produtividade”, acrescenta o técnico.

O resultado aparece no volume produzido e também na qualidade das hortaliças. Parte das alfaces é comercializada diretamente na propriedade e outra parte segue para mercados da região. Com a atividade consolidada como fonte de renda, Jonas já trabalha com uma nova meta. “Meu projeto agora é aumentar mais. Quero plantar pelo menos 70% a 80% a mais do que planto hoje. A meta é chegar a 10 mil, 12 mil pés por mês”, projeta Jonas.
A família acompanha de perto esse crescimento. A esposa e a filha de 19 anos participam da atividade e ajudam a transformar o trabalho nos canteiros em renda para a casa. Para o técnico do Senar Goiás, a disposição do produtor em aplicar as orientações é um dos fatores que explicam a evolução da propriedade.
“Como técnicos de campo, ficamos muito motivados quando o produtor realiza aquilo que é necessário para a planta. Quando ele segue as orientações técnicas, conseguimos construir, junto com ele, uma evolução constante da produtividade”, afirma Sidarta.
Para receber a Assistência Técnica e Gerencial do Senar Goiás, em hortas, procure um Sindicato Rural. Ela é gratuita.
Imagem: divulgação
Comunicação Sistema Faeg/Senar
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