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Índice de preços da cesta de derivados lácteos aponta leite mais caro por conta dos impactos do coronavírus

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O boletim de mercado do setor lácteo goiano foi divulgado na última segunda-feira, 27 de abril, pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás. O índice da cesta de derivados lácteos teve variação total ponderada de 7,31%, seguindo os preços nominais dos derivados lácteos no atacado.

Análise

Excepcionalmente, o boletim deste mês apresenta um Anexo que explica os impactos da Covid-19 e das medidas de isolamento social sobre os preços de mercado lácteo goiano. Segundo o estudo, a variação observada no mês de referência de abril é reflexo de um choque extraordinário, e não permanente, que ocorreu no setor em virtude desse cenário.

O primeiro impacto provocado, além do cancelamento de eventos e da suspensão de diversas atividades econômicas, foi uma corrida aos supermercados em todo o Brasil, como noticiado por diversos meios de comunicação. A população, de forma geral, correu aos supermercados com o objetivo de se precaver e estocar alimentos, em um ambiente de grandes incertezas sobre os impactos da pandemia no Estado de Goiás. O excesso de demanda, causado por essa corrida aos supermercados, ocasionou uma abrupta elevação dos preços do leite UHT e do leite em pó – principais commodities do setor lácteo – nas semanas que se sucederam a publicação do decreto. Entretanto, no caso do leite UHT, a tendência de alta durou apenas duas semanas, uma vez que na primeira semana do mês de abril os preços já iniciavam uma nova tendência de queda em direção aos preços vigentes anteriormente à crise.

Para o leite em pó, o choque foi mais longo e os preços permanecerem em um patamar mais elevado até a segunda semana de abril. Mesmo assim, nota-se que, a partir da terceira semana de abril, iniciou-se uma nova trajetória de queda dos preços. O queijo muçarela também foi um produto bastante afetado pelas medidas de isolamento social. Com o fechamento de escolas, bares, restaurantes e diversas redes de fast foods que operam em shoppings center, houve uma queda abrupta de demanda pelo produto e, consequentemente, os preços caíram, continuamente, desde a terceira semana de março. Para o creme de leite à granel e o leite condensado, que possuem informações mensais sobre os preços médios, talvez os impactos causados pela nova realidade ainda não estejam refletidos nos seus preços.

Com todos essas questões, de acordo com o Índice, não se pode considerar a variação positiva (e significativa) do índice no mês de abril, como uma nova tendência de mercado, isto é, um choque permanente que mudou o nível de preços no setor a longo prazo.

Índice

O índice divulgado no Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano surgiu a partir da iniciativa do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e do Instituto Mauro Borges (IMB), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e o Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás (Sindileite). É calculado a partir da variação dos preços de uma cesta de produtos lácteos que representa o mix médio de derivados produzidos pelos laticínios no Estado de Goiás.

Na cesta avaliada são considerados cinco produtos: leite UHT integral, leite em pó integral, queijo muçarela de barra, leite condensado e creme de leite à granel. O cálculo leva em consideração os preços recebidos pela indústria no mercado atacadista.

Acesse o Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano do mês de abril de 2020: http://www.agricultura.go.gov.br/files/BoletimLeite/boletim-leite202004.pdf

Fonte: Comunicação Setorial da Seapa

Comunicação Sistema Faeg/Senar

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