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A importância da irrigação para o campo é tema de debate com participação de entidades do Agro

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destacou a importância da irrigação para a produção de alimentos durante audiência pública que debateu os desafios e oportunidades que a atividade traz para o campo na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados na quinta (26).

“Nós temos que romper as dificuldades e aproveitar as oportunidades. Temos um potencial enorme, em torno de sete milhões de hectares irrigados, e o aumento dessa área vai nos proporcionar produzir outras culturas e expandir, por exemplo, a fruticultura e novos pulses, atendendo o mercado internacional e, consequentemente, gerar renda e emprego para o Brasil”, afirmou Eduardo Veras, vice-presidente institucional da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e presidente da Comissão Nacional de Irrigação da CNA.

Veras pontuou algumas culturas que cresceram com o uso dos sistemas de irrigação, como arroz, café, trigo, feijão e hortaliças. Ele reforçou que a técnica está permitindo a verticalização da produção, possibilitando aumentar a produtividade sem abrir novas áreas.

“O produtor não tem interesse de usar mais água porque há custos altos principalmente com energia elétrica. Então, nosso desafio é usar a irrigação para trazer segurança alimentar fazendo uso da mesma área de produção.”

De acordo com o pesquisador da Embrapa Cerrados, Lineu Neiva, para atender a demanda mundial por alimentos em 2050, será necessário aumentar a produção em 70% e para isso, a irrigação é fundamental.

“Atualmente temos 239 milhões de hectares de área agrícola no Brasil, com 97,2% de sequeiro e apenas 2,8% irrigados. Hoje os principais desafios para aumentar essa área irrigada não dependem apenas do agricultor. É necessário ter gestão dos recursos hídricos, além de regulamentar a Política Nacional de Irrigação e agilizar os mecanismos de outorga e de licenciamento ambiental. A irrigação é a melhor tecnologia para produção de alimentos.”

O coordenador-geral de Irrigação do Ministério da Agricultura, Mychel Ferraz, afirmou que o principal gargalo do setor são licenciamento ambiental e outorgas para construção, por exemplo, de barramentos nas propriedades.

“O uso de barramentos tem impacto social e garante a segurança hídrica para os produtores, mas ainda temos alguns entraves que precisamos vencer para atender a grande demanda de alimentos no mundo.”

Para o presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Alysson Paulinelli, é importante a participação do produtor rural no debate porque ele sabe como reter água na propriedade para poder produzir de forma sustentável.

A audiência pública teve ainda a participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento Regional e do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam).

“Há pontos na legislação que precisam ser revistos para trazer um pouco mais de tranquilidade para quem quer produzir e para aqueles que desejam preservar. É importante tratarmos desse assunto que é fundamental para a segurança alimentar e para a gestão dos recursos hídricos”, afirmou o deputado Zé Vitor (PL/MG), autor do requerimento que propôs o debate.

Assessoria de Comunicação CNA

Comunicação Sistema Faeg/Senar

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