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Alavancada pelo agro, balança comercial tem resultado histórico

coletiva balança comercialGecom Faeg e Ascom secretaria

Com um superávit de US$ 2,560 bilhões, a balança comercial goiana fechou o ano de 2014 com o melhor resultado da história, de acordo com estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Ao longo do ano, o Estado exportou o total de US$ 6,979 bilhões e importou a quantia de US$ 4,419 bilhões. Da exportação, a soja foi o destaque representando 33,33% do total das vendas.

Comparando com o ano de 2013, as exportações de 2014 tiveram uma pequena queda de 0,89%, enquanto as importações recuaram 8,69%. Apesar disso, o saldo comercial obteve um crescimento de 16,25%. “O crescimento do superávit da balança comercial, ante 2013, é a demonstração de que a economia goiana continua forte, mesmo num momento em que o país acumula um alto déficit comercial”, afirmou o superintendente executivo de Comércio Exterior da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação, William O’Dwyer.

Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner ressalta a relevância do setor para a economia goiana e a necessidade de cada vez mais atenção ao mercado externo que é promissor. "Tivemos um ano de 2014 cheio de desafios na produção de grãos, com pragas, falta de chuva e ainda assim conseguimos 4,77 milhões de hectares plantados em 2014, 3,7% a mais que na safra 2012/2013 e 18,33 milhões de toneladas colhidas, 3,6% maior que na safra 2012/2013. Na exportação, o agronegocio representou 79,6% das exportações de goiás e a soja continua liderando com mais de 35% das exportações totais e entre os principais produtos ainda estão carne, milho e outros produtos. Para 2015 a perspectiva é ainda melhor. No quesito grãos,por exemplo, a expectativa é de 18,7 milhões de toneladas, 2,7% a mais que a anterior. Além disso haverá ampliação principalmente nas exportações de carnes", completa.

Exportações

No ano passado, 149 países serviram de destino para os 900 produtos que fizeram parte da pauta de produtos exportados por Goiás. Além da soja, responsável por 33,33% do total das vendas, destacaram-se ainda as carnes (bovinas, aves e suínas) com 23,35%; ferroligas, 8,45%; milho, 7,91%; sulfeto de cobre, 6,24%; couros e derivados, 6,13%; açúcar, 4,56%; ouro, 3,34%; amianto, 3,34%; outros produtos de origem animal, 1,12%; preparações alimentícias, 0,83%; algodão, 0,70%; e máquinas e equipamentos elétricos e mecânicos, 0,38%.

Novamente a China foi o principal mercado para as exportações goianas. Desde que desbancou a Holanda, em 2008, do posto de principal comprador das mercadorias produzidas no Estado, o país asiático mantém a liderança do ranking.

Em 2014, os chineses compraram US$ 1,884 bilhão, ou 26,99% de tudo o que Goiás vendeu para o mercado internacional. A Holanda ficou em segundo lugar com 9,33% do total. Em seguida vêm Rússia, 6,15%; Hong Kong, 4,83%; Índia, 3,56%; Egito, 3,08%; Estados Unidos, 3%; Coreia do Sul, 2,87%; Itália, 2,84%; e Japão, 2,65%.

O’Dwyer chama a atenção para novos parceiros comerciais que estão se destacando no comércio internacional goiano. “A Índia e o Egito aparecem como 5º e 6º maiores compradores dos nossos produtos”. Eles compraram, principalmente, gêneros alimentícios e minérios.

Importações
Os produtos farmacêuticos lideraram as importações goianas pelo segundo ano consecutivo. No ano passado, os fármacos participaram com 26,81% do total das compras oriundas de outros países. Completam a lista os veículos automotivos e suas partes (25,37%), máquinas e aparelhos mecânicos (10,79%), adubos e fertilizantes (10,22%), produtos químicos orgânicos (7,29%), máquinas e aparelhos elétricos e partes (3,85%), além de instrumentos de ótica e fotografia, plásticos e suas obras, borrachas e suas obras e assentos para veículos.

Os principais fornecedores dessas mercadorias foram a Coreia do Sul, responsável por 17,11% das importações goianas, Alemanha (15,11%), Estados Unidos (13,77%), Japão (12,54%), Tailândia (5,89%), China (5,47%), Rússia (2,79%), Suíça (2,62%), Índia (2,40%) e Canadá (1,92%).

Goiás x Brasil
A balança comercial brasileira fechou o ano passado com déficit comercial de US$ 3,93 bilhões, resultado das exportações de US$ 225,101 bilhões e importações de US$ 229,031 bilhões.

As exportações goianas participaram com 3,10% no total das vendas brasileiras ao exterior, ao passo que as importações contribuíram com 1,92% do total das compras internacionais do país.

William O’Dwyer esclarece que o superávit de US$ 2,5 bilhões da balança comercial de Goiás foi decisivo para que a balança nacional não tivesse um resultado ainda pior. “Após quatorze anos, o saldo do comércio internacional brasileiro ficou negativo. E o superávit da balança comercial goiana foi decisivo para que o déficit brasileiro não fosse ainda maior”.

Dezembro
As exportações goianas de dezembro tiveram o segundo melhor desempenho da história para o mês ao atingir a marca de US$ 486,669 milhões. As importações registraram o valor de US$ 350,419 milhões, perfazendo no mês um saldo comercial (superávit) de US$ 136,250 milhões.

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