O Valor Bruto da Produção (VBP) corresponde ao faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, considerando as produções agrícolas e pecuárias, com base na média dos preços reais (IGP-DI) recebidos pelos produtores de todo o país. Estima-se que, em 2026, o VBP da agropecuária atinja R$ 1,40 trilhão, o que representa queda de 4,6% em relação ao valor registrado em 2025.
Embora a expectativa seja de aumento na produção da pecuária e de parte das commodities agrícolas, os menores preços projetados para este ano, em comparação com os preços médios de 2025, repercutiram na previsão de queda do VBP agropecuário. Para a agricultura, o faturamento estimado para 2026 é de R$ 926,9 bilhões, o que representa retração de 4,5% em relação a 2025. Com exceção do caroço de algodão, do feijão e da maçã, os demais produtos registraram queda nos preços em relação a 2025. A soja deve apresentar leve avanço de 0,6% no VBP, pressionada pela redução dos preços (-3,0%), não compensada pelo aumento da produção (3,79%). Para o milho, projeta-se queda nos preços (-5,3%) e na produção (-1,92%), resultando em retração de 7,1% no VBP, enquanto a cana-de-açúcar deve registrar diminuição de 6,5%, em razão da queda nos preços (-7,0%), apesar da leve alta na produção (0,57%). Entre as culturas com expectativa de crescimento do VBP em 2026, destaca-se o café arábica, que, mesmo com recuo nos preços (-3,9%), deve registrar forte expansão da produção (23,29%), resultando em aumento de 18,4% no VBP.
O faturamento estimado para a pecuária é de R$ 476.307 bilhões, o que representa queda de 4,7% em relação a 2025. Projeta-se retração do VBP em todos os produtos do segmento, reflexo da redução esperada nos preços, com exceção da carne bovina, para a qual se estima aumento de 3,7% nos preços em 2026. Ainda assim, esse avanço não deve compensar a queda de 5,73% na produção, resultando em recuo de 2,3% no VBP da atividade. Para os demais produtos, projeta-se crescimento da produção não superior a 3,0%, combinado a quedas de preços superiores a 4%. Nesse contexto, estima-se redução de 1,6% no VBP da carne de frango, de 11,0% no leite, de 1,8% na carne suína e de 22,8% nos ovos, em ordem de relevância para o resultado da pecuária.
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Comunicação Sistema Faeg/Senar/Ifag com informações da CNA.
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