
Doença é letal, pode ser transmitida aos humanos e causa grandes prejuízos às propriedades rurais. Bovinos e equinos podem ser vacinados contra a raiva a partir dos três meses de idade
Cavalos que não conseguiam mais se levantar, por falta de força nas patas, foram os primeiros sinais que chamaram a atenção de criadores da região de Porangatu, no norte de Goiás. Diante da situação, a Comissão de Equideocultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) solicitou a emissão de um alerta e o reforço das ações de vacinação contra a raiva, como forma de conter a disseminação da doença e proteger os rebanhos e a população.
Os animais infectados podem apresentar alterações de comportamento, dificuldade de locomoção, salivação excessiva, quedas frequentes e paralisia progressiva. Ao identificar qualquer animal com sintomas suspeitos, a orientação é não manipulá-lo, isolar o local e comunicar imediatamente a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa).
“A vacinação preventiva dos bovinos, especialmente em propriedades rurais localizadas em áreas com histórico da doença, é a principal medida para reduzir prejuízos, evitar novos focos e, principalmente, proteger trabalhadores rurais e comunidades próximas”, reforça o médico-veterinário e analista de mercado do Sistema Faeg, Marcelo Penha.
Casos recentes em bovinos reforçam a vigilância no estado
No início de dezembro de 2025, foram notificados casos de raiva em bovinos em diferentes regiões de Goiás, demonstrando que o vírus continua ativo no estado.
Os casos relatados em municípios como Turvelândia, além de registros em Carmo do Rio Verde, Silvânia e outras regiões goianas, estão associados à presença de morcegos hematófagos, principais transmissores da doença no meio rural. O vírus da raiva é transmitido principalmente pelo Desmodus rotundus, espécie que se alimenta do sangue de animais.
“Animais com sintomas, especialmente neurológicos, representam grande perigo para os seres humanos. Portanto, caso seja necessário qualquer tipo de contato, é essencial que os trabalhadores do manejo utilizem luvas. Reforçamos novamente o pedido para que criadores de cavalos, éguas, demais equídeos e bovinos realizem a vacinação contra a raiva com urgência”, destaca Penha.
O protocolo vacinal inicial para bovinos e equinos consiste na aplicação de uma primeira dose, seguida de um reforço após 30 dias. Após essa etapa, a revacinação deve ser realizada anualmente. A imunidade é considerada eficaz aproximadamente 21 dias após a aplicação da vacina.
Comunicação Sistema Faeg/Senar/Ifag
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