Datas do vazio sanitário do feijão para Goiás são definidas

FeijãoDepois de muitos encontros, produtores goianos de feijão e representantes do setor chegaram a um consenso sobre os períodos mais apropriados para o vazio sanitário do grão. As datas foram definidas durante reunião, na tarde de quinta-feira (13/2), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), em Goiânia. Agora, a definição será encaminhada, juntamente com um laudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), para os órgãos responsáveis, para que as datas sejam instituídas por uma Instrução Normativa.

Em reunião anterior, havia sido decidido que Goiás seria regionalizado, sendo que os produtores das regiões Norte e Nordeste, além daqueles cujas propriedades ficam nos municípios da Estrada de Ferro, Entorno do Distrito Federal e Vale do Araguaia, deveriam respeitar o vazio de 20 de setembro a 20 de outubro. O período foi mantido.

Já os produtores do Sudoeste, Sul e Sudeste de Goiás seguiriam o vazio na data de 1º a 30 de setembro. Este segundo período foi modificado na reunião de quinta-feira (13/2) e os produtores não poderão ter em suas propriedades plantas vivas de feijão entre 5 de setembro e 5 de outubro.

A instituição do vazio sanitário em Goiás tem por objetivo diminuir a ocorrência da praga Mosca Branca (Bemisia tabaci), transmissora do Vírus do Mosaico Dourado na cultura do feijão. A praga vem inviabilizando muitas lavouras de feijão no estado, o que levou os próprios produtores a apoiarem a instituição do vazio sanitário. Em uma lavoura de feijão infestada pelo inseto contaminado pelo vírus, as perdas podem chegar a 69%, evidenciando o alto potencial de dano que a praga pode causar.

Na definição das melhores datas foram ouvidos agricultores, técnicos, pesquisadores da Embrapa e representantes das principais regiões produtoras de feijão do estado.

Para esta definição, foram abordados todos os parâmetros envolvidos na produção, tanto os fatores técnicos como os fatores econômicos, já que a cultura do feijão apresenta grande volatilidade de preços durante o ano e é uma cultura de extrema importância na alimentação do brasileiro.

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