Levantamento da CNA mostra que alimentação domina despesas e produtores cobrem apenas custos imediatos, sem remunerar capital e trabalho
O levantamento realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), divulgado no último dia 10 de abril, em Orizona, Piracanjuba e Jataí (GO), revela um cenário desafiador para a pecuária de leite. Nas propriedades consideradas típicas, a produção varia entre 200 e 700 litros por dia, refletindo sistemas de pequeno a médio porte representativos da região.
O principal fator de pressão sobre a rentabilidade é o custo com a alimentação do rebanho, que consome entre 55% e 60% de toda a receita obtida com a venda de leite. Esse peso elevado limita a capacidade financeira dos produtores e reduz as margens da atividade.

De acordo com o assessor técnico Guilherme Dias, os resultados mostram que, na conjuntura atual, os produtores conseguem apenas cobrir os desembolsos diretos da atividade, como insumos e despesas operacionais. No entanto, ficam abaixo do necessário para remunerar itens importantes como depreciação, pró-labore e o capital investido na propriedade.

Apesar desse cenário apertado, o estudo aponta um dado positivo: a pecuária leiteira ainda se mostra competitiva quando comparada a outras formas de uso da terra. A margem bruta por hectare supera os valores de arrendamento em todas as regiões analisadas, o que mantém a atividade como uma alternativa viável para o produtor rural.

O levantamento reforça a importância de uma gestão eficiente dos custos, especialmente na alimentação, para garantir maior sustentabilidade econômica da produção de leite. O Senar Goiás oferece acompanhamento gratuito aos produtores por meio da Assistência técnica e Gerencial (ATeG), que pode ser solicitado nos Sindicatos rurais dos municípios.
Comunicação Sistema Faeg/Senar, com informações da CNA
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