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Comissão de Logística da CNA discute gargalos no país

Agenda será formalizada em setembro quando demais federações encaminharem à CNA suas demandas. Foto Gustavo FronerDouglas Freitas, com informações da CNA

O Brasil possui uma grande desigualdade regional de infraestrutura, cujos reflexos são o encarecimento dos produtos e a redução da competitividade brasileira no cenário internacional. Nos últimos 50 anos, o agronegócio expandiu sua fronteira agrícola em direção ao norte do País, que é carente de infraestrutura, aumentando os custos do transporte entre o local de produção e os portos no Sul e Sudeste. Para solucionar esse gargalo, a Comissão de Logística e Infraestrutura da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que é presidida por José Mário Schreiner, também presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) se reuniu nesta quinta-feira (13) para debater o assunto junto com as federações de agricultura e pecuária do país.

Durante a reunião, realizada na sede da CNA, em Brasília, o consultor da Comissão, Luiz Antônio Fayet, explicou que no Brasil, o agronegócio nasceu e se desenvolveu no Sul do País. Mas, com a ocupação de praticamente todas as áreas disponíveis localmente, migrou para o Centro-Norte/Nordeste e o Centro-Oeste, alterando a geografia da produção. Com isso, passou a ocupar regiões desprovidas de infraestrutura terrestre adequada e sem capacidades portuárias para consolidar os novos corredores, deixando-se de considerar o potencial hidroviário com vistas a reduzir os custos de exportação.

“Assim, o problema mais grave é o Apagão Portuário. Não escoamos nossa produção pelas rotas mais racionais, que seriam as do chamado Arco Norte – portos de São Luís, Belém, Macapá, Santarém e Itacoatiara. Nossa produção rola rumo aos portos do Sul e do Sudeste”, frisou. Luiz Antônio. O consultor ressalta que à medida que o agronegócio foi subindo para as novas fronteiras, os custos logísticos da porteira do produtor até um porto de embarque para exportar foram encarecendo.

Hoje, equivalem a quatro vezes mais que os custos argentinos e norte-americanos. “Tudo em função da falta de infraestrutura. Se houvesse uma racionalização nesses custos, poderíamos botar no bolso de um produtor de soja ou de milho dessas áreas uns R$ 4,00 a mais por saco”, complementou.

Intenção do encontro foi nivelar conhecimento sobre os gargalos do país. Foto Gustavo Froner

Segundo o presidente da Comissão, José Mário Schreiner, a intenção do encontro foi nivelar o conhecimento entre todos sobre a pauta e pontuar as possíveis soluções. “É muito importante essa integração das federações com a CNA. Nosso objetivo é tratar cada demanda estadual e resolver a questão”, frisou Schreiner. Como resultado da reunião e das demandas indicadas pelas federações de agricultura e pecuária dos outros estados, foi definida a criação de uma agenda positiva conjunta de solução e acompanhamento dos principais gargalos na logística enfrentados pelo setor agropecuário. A agenda será formalizada por volta do mês de setembro, quando as demais federações do país encaminharem à CNA suas principais demandas por ordem de prioridades.

Pessoas e entidades
Além de José Mário Schreiner, responsável pela requisição da reunião, o economista e consultor técnico do Senar Goiás, Pedro Arantes representou o Estado. Do Rio Grande do Sul, participaram representantes da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), e por teleconferência, representantes dos estados de Minas Gerais, Tocantins, Paraná e Mato Grosso do Sul. Também esteve presente Edeon Vaz Ferreira, membro da Câmara de Logística e Transporte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e coordenador da Comissão de Assessoramento em Infraestrutura de Logística da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Das entidades, marcaram presença representantes da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Em Goiás
O consultor Pedro Arantes informa que em Goiás os principais gargalos do estado, por ordem de prioridade são a recuperação do leito da BR-158, trecho Jataí-Caiapônia; liberação da navegação na Hidrovia Paraná-Tietê e investimentos que ampliem a capacidade de uso da mesma; aceleração da construção do ramal sudoeste da Ferrovia Norte-Sul em Goiás, em específico o trecho que liga Ouro Verde de Goiás a São Simão. A duplicação da rodovia BR-364, que liga São Simão à Santa Rita do Araguaia; duplicação do trecho da BR-153 que vai de Anápolis à divisa de Goiás com Tocantins, dentre outras prioridades centrais para este atual momento.

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