Energia, combustíveis e supermercado continuam pesando na inflação, que registra alta de 1,16% para o mês

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Divulgado hoje pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, utilizado para medir a inflação, ficou 0,29 p.p. acima do mês de agosto, resultando em 1,16% para setembro. Este é maior resultado para um mês de setembro nos últimos 27 anos (1,53%). No ano, o índice acumula alta de 6,90% e, em 12 meses, de 10,25%. No mesmo mês de 2020, a variação havia sido de 0,64%.

Dos nove grupos que compõem a cesta de bens do índice, apenas educação registrou queda de 0,01%, todos os demais registraram alta dos preços, sendo a maior contribuição para a inflação advinda da Habitação, que registrou alta de 2,56%. A segunda maior alta veio dos Transportes (+1,82%), seguido de Alimentação e bebidas, que subiu 1,02% em setembro.

Na Habitação, que registrou alta de 2,56% para o mês, o resultado é justificado pela alta do preço da energia elétrica (6,47%), cujos valores já haviam registrado alta em junho (1,95%), julho (7,88%) e agosto (1,10%). Embora as chuvas já tenham surgido em algumas partes do Brasil, ainda não foi suficiente para elevar de modo significativo o nível dos reservatórios. Vale lembrar que a Bandeira Escassez hídrica segue vigente até abril de 2022, o que sugere uma continuidade na pressão do valor da energia elétrica.

Dos itens que compõem o grupo de Transportes, novamente o maior impacto (0,18 p.p.) veio da alta dos combustíveis (+2,43%), cujos preços já haviam registrado alta nos dois últimos meses. Os preços das passagens aéreas e dos transportes por aplicativos também foram mais altos em setembro, com acréscimos de 28,19% e 9,18%, respectivamente.

Já o resultado de Alimentação e bebidas, grupo concernente ao agro, subiu (1,02%), ficando abaixo do verificado no mês anterior (1,39%), queda de 0,37 p.p. As principais influências foram: as frutas (5,39%), o café moído (5,50%), o frango inteiro (4,50%) e em pedaços (4,42%). No lado das quedas tivemos finalmente a redução, ainda que singela, dos preços das carnes (-0,21%), além da cebola (-6,43%), do pão francês e do arroz (-0,97) que registraram preços menores em setembro.

Comunicação Sistema Faeg / Ifag

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