Faeg debate, em Brasília, crise no setor sucroenergético

Reunião em Brasília CanaAlexandro Alves, com informações da CNA

O vice-presidente institucional da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Bartolomeu Braz participou, nesta quarta-feira (10) de debate sobre a crise no setor sucroenergético, em Brasília. A reunião foi realizada pela Câmara dos Deputados e contou ainda com a presença do Presidente da Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ênio Jaime Fernandes Júnior. A defesa comum é de que setores que dependem da produção de cana-de-açúcar devem se unir.

Consenso entre os debatedores está a formalização de cobrança ao Governo Federal de uma política clara para o setor, com definição do papel do etanol na matriz energética brasileira. Os deputados e representantes dos setores produtivos e dos trabalhadores lembraram os problemas vividos desde a crise financeira de 2008, que levaram ao fechamento de 60 usinas de cana, além de outras 50 que estão em recuperação judicial.

Admitiu-se ainda que se nada for feito a situação tende provocar a derrocada do setor, sendo necessário, em poucos anos, a importação de mais de 25 bilhões de litros de etanol para abastecer o mercado interno, quase o que se produz atualmente.

Uma das soluções propostas, o retorno da Contribuição de Intervenção Sobre o Domínio Econômico (CIDE), foi atendida. Contudo, o valor adotado não satisfaz plenamente as expectativas do setor. Há o entendimento de todos os participantes no encontro que a CIDE precisa ser atualizada.

“A nossa principal meta é construir uma sociedade proativa, que proporcione renda, crescimento e desenvolvimento. A principal proteção social do País é o seu desenvolvimento e o agronegócio vem demonstrando essa capacidade”, disse o Presidente da Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da CNA. O desenvolvimento do agronegócio tem sido comprovado pelo aumento do Índice de Desenvolvimento Humano – IDH, nas cidades que têm atividade rural ativa. Ênio Fernandes citou como exemplos as cidades de Rio Verde (GO) e Petrolina (PE), onde o IDH aumentou em 14% e Rondonópolis (MT), que viu seu IDH crescer em 10%.

“De fato estamos perdendo uma grande oportunidade mundial, já que somos o maior produtor de combustível limpo do mundo. É bom ressaltar que a crise não é somente nas indústrias que processam a cana, toda a cadeia produtiva foi afetada: usinas, produtores, fornecedores de insumos, trabalhadores, etc. Precisamos discutir juntos os problemas e as soluções e esse fórum de hoje reflete essa necessidade”, afirmou, na ocasião, o vice-presidente institucional da Faeg, Bartolomeu Braz.

Bartolomeu comentou ainda sobre o papel preponderante do setor sucroenergético no país, proporcionando renda para os municípios, emprego e desenvolvimento onde são instalados. “Temos um potencial enorme para produção de biocombustível no país. Estamos discutindo agora, com mais veemência, a produção nas usinas flex, onde teremos a matéria prima do milho com grande agregação de valor, além de potencializar o uso das unidades industriais que ficam paradas por quatro meses no ciclo. Realmente não podemos perder essa oportunidade de desenvolver ainda mais nossos municípios e trazer renda aos nossos produtores” concluiu Bartolomeu.

Assim como outros representantes, Bartolomeu também destacou a atuação da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, que tem sido importante interlocutora com o setor produtivo nacional e procurado soluções para a cadeia produtiva que sucumbe em meio à crise, além de destacar a importância da CNA e das Federações da Agricultura nas discussões nos principais fóruns.

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