Goiás realiza levantamento anual de cancro cítrico em viveiros e áreas comerciais de citros

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Medida é desenvolvida com base em Instrução Normativa Federal e tem como objetivo manter o reconhecimento oficial do status de área livre do cancro cítrico

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), está realizando o levantamento anual do cancro cítrico nas áreas comerciais de citros e nos viveiros produtores de mudas cítricas, em cumprimento ao que dispõe a Instrução Normativa Federal nº 21/2018. O trabalho foi iniciado em 15 de outubro e vai se estender até 15 de dezembro deste ano.

Nesta semana, o levantamento fitossanitário foi realizado em viveiros em Goianira pelo fiscal estadual agropecuário engenheiro agrônomo Nixon Luciano Silva Ferreira, da Unidade Regional Rio das Antas (Anápolis), e pela coordenadora do Programa de Citros da Gerência de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Mariza Silva Mendanha.

Nos viveiros, a inspeção é realizada em todas as mudas cítricas, com base em critérios técnicos, visando a qualidade e a sanidade dos materiais propagativos que serão ofertadas no mercado. O trabalho intensivo realizado pela Agrodefesa tem caráter preventivo para evitar a introdução e disseminação do cancro cítrico no Estado.

Na ação de levantamento anual do cancro cítrico a Agrodefesa cumpre também as exigências da Instrução Normativa Estadual nº 08/2003, que proibiu a partir de maio de 2006, o plantio, o comércio e o transporte de mudas produzidas a ‘céu aberto’, ou seja no chão. Desde aquela data todos os viveiros são telados, garantindo melhor qualidade e sanidade fitossanitária das mudas cítricas.

Produção goiana

Goiás possui oito viveiros de mudas cítricas cadastrados e certificados na Agrodefesa, localizados nos municípios de Anápolis, Goianira e Goiânia, produzindo um total de 700 mil mudas/safra. Essa produção atende à demanda interna dos produtores goianos, o que significa a autossuficiência na produção de mudas cítricas. Desse modo, os produtores goianos não precisam mais adquirir mudas de outros estados e correr o risco de trazer pragas quarentenárias como o greening/huanglongbing (HLB) e o cancro cítrico, ainda inexistentes em Goiás.

Atualmente os viveiros também comercializam sua produção para outros Estados, com destaque para o Distrito Federal, Tocantins, Pará e Mato Grosso. Esse comércio interestadual comprova a qualidade e a sanidade das mudas produzidas em Goiás. É o reconhecimento do trabalho dos viveiristas goianos, ou seja, a comprovação da qualidade das mudas produzidas no Estado.

Fonte: Agrodefesa


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