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Instrutora do Senar Goiás ensina como fazer suco multivitamínico de Beldroega

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“Faça do seu alimento, o seu remédio, pois o melhor remédio é a prevenção.” Essa é uma frase típica das nossas avós, não é mesmo? E para entender um pouco o que elas queriam dizer é que vamos falar de uma área das plantas que é pouco conhecida, mas que já ajudou muitas pessoas no passado e pode continuar a fazer bem para a saúde. E para isso me responda: você sabe o que é PANC?

Calma, não é nenhum novo estilo musical, não! São Plantas Alimentícias Não Convencionais. Este nome PANC foi criado, em 2008, pelo biólogo Valdely Ferreira Kinupp e, nos últimos anos, ganhou relevância na agricultura orgânica familiar. Estas plantas normalmente nascem espontaneamente nos quintais e muitas vezes são consideradas invasoras, "pragas", "ervas daninhas" ou "mato". São espécies rústicas, pouco exigentes quanto ao solo e adubação e bem resistentes aos transtornos climáticos. São menos dependentes de mão de obra, porque elas possuem uma enorme variabilidade genética, assim tornando-as mais adaptáveis às diferentes estações do ano.

Bastante consumidas nos tempos antigos, graças aos nossos avós, por isso muitos colecionadores, nos dias atuais, buscam resgatar, preservar e incentivar o cultivo e uso das mesmas para ajudar na melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Estas plantas (PANC) apresentam índices nutricionais iguais ou maior que as hortaliças convencionais como alface, couve e outras que estamos habituados a comer. São fontes de vitaminas, sais minerais e fibras, que nem sempre vão estar presentes em outros alimentos.

Talvez você até conheça algumas delas: taioba, azedinha, ora-pro-nóbis, major-gomes, hibisco, moringa, oleirífera, carurú, flor de Damiana, serralha, dente de leão e tantas outras, como cará moela, mangarito, araruta... São centenas de espécies!

A Beldroega (Portulaca oleracea L) foi a escolhida para ser apresentada nesta edição. Com folhas e brotos, flores e sementes, todos comestíveis, tanto crus, quanto cozidos, tem sido usada na alimentação humana desde a antiguidade pelos egípcios e romanos, na culinária e medicina caseira.

As partes dessa planta podem ser consumidas batidas em suco de frutas, cruas em saladas ou refogadas em sopas, no arroz, omeletes, sanduíche natural, etc. Possui alto potencial antioxidante nas folhas frescas, alto teor de magnésio e zinco, e age como neuroprotetora, protegendo células neurológicas de morte e deterioração. Por essas e outras funções está associada à prevenção e melhora da Doença de Alzheimer e Parkinson. Pelas altas concentrações de ômega 3 e ácido ascórbico (vitamina C) se torna um excelente anti-inflamatória.

A beldroega se mostra como combatente de diversos processos inflamatórios, controle do diabetes tipo 2 e colesterol, entre outros problemas de saúde. E o melhor: não possui toxidade.

Em tempos onde tanto se busca pelo alimento saudável, orgânico e local (locavorismo), e com isso promovendo a sustentabilidade, é muito importante identificar e conhecer suas propriedades nutricionais e medicinais para utilizá-las da melhor forma aproveitando todo seu potencial. Pois quanto menor a distância da horta ao estômago, melhor o resultado terapêutico.

Suco Multivitamínico de Beldroega

Ingredientes:

350 g de acerola ou outro fruto de época

35 g de folhas de beldroega

Suco de 1 limão (opcional)

200 ml de água

Uma colher de sopa de açúcar mascavo.


Modo de preparo:

Lavar bem as frutas e as folhas, cortá-las;

Bater no liquidificador;

Coar, adoçar (opcional);

Pingar gotas de limão.

Indicação de uso: Tomar pela manhã

Validade: Deve se ingerido na hora

As informações e a receita foram repassadas por Miranildes Garcia Teixeira de Carvalho, instrutora do Senar Goiás na área de identificação e processamento caseiro de plantas medicinais e escritora do Livro “Plantas Medicinais – O Ouro do Cerrado”. É, também, técnica em Enfermagem e especialista em cultivo e processamento de plantas medicinais pela Universidade Federal de Lavras (UFLA).

Comunicação Sistema Faeg/Senar

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