Pavimentação de rodovias é prioridade para setor produtivo de Goiás

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Levantamento realizado pelo Ifag aponta que são necessários serviços em 700 km de trechos rodoviários.


O Instituto para Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag) apresentou na manhã de ontem um detalhado levantamento envolvendo 40 projetos executivos para pavimentação de trechos rodoviários em território goiano a uma comitiva composta por conselheiros do fórum regional Centro-Oeste Export e por autoridades das esferas estadual e federal. Desenvolvidos desde a criação do Ifag, em dezembro de 2015, esses projetos apontam 700 quilômetros de trechos que devem ser tratados como prioritários para contemplar o setor produtivo do Estado, com impacto direto na competitividade de mais de 27 mil propriedades rurais em 60 municípios.

O objetivo do levantamento, explicou Alexandro Santos, engenheiro agrônomo e coordenador técnico do Ifag, é entregar informações precisas a agentes públicos e investidores, justificando a necessidade de pavimentação de rodovias a partir de estudos socioeconômicos que analisam os impactos da movimentação de cargas para o desenvolvimento econômico regional.

A apresentação foi realizada em Goiânia, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), uma das fundadoras do Ifag juntamente com a Aprosoja Goiás e com o Serviço de Aprendizagem Rural Administração Regional de Goiás (Senar/AR-GO). A principal função da entidade é de estruturar, sistematizar e divulgar dados relativos ao agronegócio goiano. “Essas informações podem ajudar a identificar a viabilidade de empreendimentos e de corredores logísticos, além de potencializar investimentos e proporcionar retorno de qualidade de vida para a sociedade”, avaliou Alexandro.

O Ifag também identificou, por meio de visitas in loco, trechos rodoviários em estado crítico, como a GO-178, entre Jataí e Itarumã, além da necessidade de manutenção e até de construção de novas pontes — o levantamento indica que há aproximadamente 101 mil pontes no Estado.

O coordenador institucional do Ifag e também engenheiro agrônomo Leonardo Machado, apresentou em números a importância do agronegócio goiano para a economia nacional e projetou os resultados da safra 2021/2022, na qual o Estado deverá colher 28,1 milhões de toneladas, consolidando-se como o terceiro no ranking nacional de grãos e contribuindo com 11% do total da produção brasileira. A projeção também calcula a colheita de 16 milhões de toneladas de soja nesta safra (segundo melhor resultado por estado) e de 1,2 milhões de toneladas de sorgo (liderança nacional).

Cana, etanol e rebanho

Outros importantes elementos da agropecuária goiana são a produção de cana de açúcar, com projeção de 74,5 milhões de toneladas para a safra 2022/2023, de etanol (4,67 bilhões de litros na próxima safra) e de rebanho bovino (o segundo maior do País com cerca de 23,6 milhões de cabeças de gado).

O papel de liderança de Goiás no agronegócio, enfatizou Leonardo, só foi possível de se tornar realidade devido aos investimentos em tecnologia e produtividade realizados pelo setor produtivo nas últimas décadas.

“Em 45 anos, a área ocupada pela produção de grãos em Goiás cresceu 140%, enquanto no mesmo período a produção avançou 1.054%. Ou seja, o crescimento da produção foi sete vezes maior do que o de terras utilizadas”.

O diretor-executivo do Movimento Pró Logística de Mato Grosso e presidente do Conselho do Centro-Oeste Export, Edeon Vaz Ferreira, disse ter ficado impressionado com a qualidade dos dados apresentados e com o potencial de crescimento da produção no estado de Goiás. Ele salientou que encontros como o realizado na sede da Faeg são fundamentais para abastecer as associações setoriais e os agentes públicos de informações relevantes para os processos decisórios.

“Nós temos um problema sério de informações confiáveis sobre o agronegócio no Brasil inteiro. É muito importante ver que Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul já dispõem de institutos que trabalham para a produção e comunicação desse tipo de conteúdo”, disse Edeon.

“Goiás está no centro do Brasil e pode irradiar desenvolvimento para as regiões em seu entorno”, observou Carlos Alberto Nunes Batista, assessor do Gabinete do Ministro da Agricultura, Marcos Montes. Ele deslocou-se para Goiânia a convite do Centro-Oeste Export e destacou o trabalho de “doutrina” realizado pelo Ifag, informando governos e investidores o que o setor produtivo local demanda e quais são os gargalos logísticos que afetam a sua competitividade.

Fonte: BE News

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