No estado, um caso foi confirmado em lavoura comercial em Montividiu. Em nível nacional, o registro mais recente foi notificado, nesta semana, em Correntina, na Bahia. Leonardo Machado, gerente do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), traz explicações sobre o assunto.
A ferrugem asiática da soja voltou ao radar dos produtores goianos e reforça a necessidade de vigilância redobrada nas lavouras. O monitoramento da doença segue ativo na região Sudoeste do estado, onde estruturas de apoio técnico têm desempenhado papel importante na detecção precoce e na orientação aos agricultores.
Nesta safra, o Laboratório de Análises de Ferrugem Asiática, resultado da parceria entre o Sindicato Rural de Rio Verde, Gapes e Xecape Rural, já recebeu aproximadamente 260 amostras de folhas de soja. O volume reforça a adesão dos produtores ao monitoramento preventivo, considerado essencial para reduzir prejuízos e orientar o manejo correto.
Em Goiás, há registros confirmados da doença em lavouras comerciais nos municípios de Rio Verde e Montividiu. Apesar das ocorrências, técnicos avaliam que o aparecimento mais tardio dos primeiros focos indica que boa parte das áreas tem adotado estratégias de controle eficientes, o que contribui para segurar o avanço da doença.
A recomendação neste momento é manter inspeções frequentes nas lavouras, principalmente em áreas com plantas em desenvolvimento vegetativo e em enchimento de grãos, fases em que a cultura pode sofrer impactos expressivos. Diante de qualquer suspeita, a orientação é coletar folhas e encaminhar para análise laboratorial, garantindo diagnóstico rápido e decisões de manejo mais seguras.
O serviço oferecido pelo laboratório do Sindicato Rural de Rio Verde é gratuito e conta com equipe especializada. Além de auxiliar o produtor individualmente, os dados reunidos ajudam a compor um panorama regional da ferrugem asiática, fortalecendo ações coletivas de prevenção e reduzindo o risco de perdas produtivas. Produtores podem buscar atendimento no Sindicato Rural de Rio Verde de segunda a sábado.
Situação da ferrugem no Brasil

No cenário nacional, o registro mais recente ocorreu no município de Correntina, no oeste da Bahia. A confirmação foi divulgada nesta semana pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), por meio do Programa Fitossanitário da Soja, com base em comunicação oficial da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).
Segundo o boletim mais atual do Consórcio Antiferrugem, a safra 2025/2026 contabiliza até agora 144 ocorrências da doença no país. O Paraná lidera em número de casos, seguido por Mato Grosso do Sul. Também há registros no Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais, demonstrando que o monitoramento segue sendo fundamental em diferentes regiões produtoras.
Imagem: divulgação
Comunicação Sistema Faeg/Senar/Ifag
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