Vendas de máquinas agrícolas e caminhões ficam comprometidas por falta de peças para produção

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De acordo com dados da Fenabrave, a indústria continua sofrendo com a falta de componentes devido a pandemia, como resultado, não consegue suprir a demanda

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave) Automotores divulgou na última sexta-feira, 2, os resultados das vendas de veículos no mês de setembro e no acumulado de 2020. Considerando tratores e máquinas agrícolas, automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros, as vendas ao varejo cresceram 9,55% sobre o mês de agosto. O volume total foi de 328.233 veículos, em setembro, ante 299.628, no mês anterior.

No acumulado do ano, de janeiro a setembro, foram emplacados 2.132.549 veículos, o que representa retração de 27,77%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Com relação a setembro de 2019, no entanto, a retração foi de apenas 2,57%, o que indica que o mercado já opera em níveis de venda pré-pandemia

Tratores e máquinas agrícolas

Contudo, apesar de estar com forte demanda em função da safra recorde, o setor de tratores e máquinas agrícolas enfrenta problemas com relação à produção. A indústria continua sofrendo com a falta de peças e componentes e, como resultado, não consegue suprir a demanda.

Em agosto, as vendas de 3.983 unidades registraram queda de 9,83%, na comparação com o mês de julho, 4.417. Ante agosto de 2019, a queda foi de 6,96% – quando o segmento registrou 4.281 unidades comercializadas.

“Em função da expectativa de crescimento de área plantada, de 2,5%, para a Safra 2020/2021, estamos observando antecipação de venda da safra, a mercado futuro, já travando o preço dos produtos, o que garante rentabilidade. Esse aumento de confiança, dos produtores rurais, eleva a intenção de compra de tratores e máquinas agrícolas. No entanto, há problemas de fornecimento de componentes e limitação na produção – pelo distanciamento social nas fábricas, o que prejudica o atendimento à crescente demanda”, explica o presidente da Fenabrave, Alarico Júnior.

No acumulado do ano, de janeiro a agosto, a queda foi de 5,17%, contra o mesmo período de 2019. Em 2020, foram comercializadas 26.662 unidades, contra 28.117, em 2019.

Caminhões

O cenário negativo também reflete no segmento de caminhões, que continua enfrentando um gargalo na produção. Pela falta de produtos, os emplacamentos retraíram 8,29% ou 7.411 unidades sobre agosto, com 8.081 unidades.

Comparado a setembro de 2019, o resultado foi de queda de 20,31% e, no acumulado de janeiro a setembro, os resultados de 2020 ficaram 16,21% abaixo de igual período do ano passado.

“O mercado de caminhões continua com uma forte demanda, em todos os seus subsegmentos, e não foi melhor pelos problemas gerados na produção, causados, ainda, pela falta de componentes e pela baixa capacidade de produção nos seus principais fornecedores. Com relação ao crédito, notamos uma boa oferta, com a manutenção de taxas abaixo de 1% e aprovação de 8 para cada 10 solicitações. Com isso, vem crescendo o número de pedidos para 2021”, comenta Assumpção Júnior.

Fonte: Canal Rural

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