CMN ajusta regra ambiental para crédito rural e adia exigências do Programa de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite

A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG) considera positiva a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), aprovada nesta terça-feira (12), que estabelece novos prazos e critérios para a exigência de verificação ambiental no acesso ao crédito rural com base nos dados do PRODES (Programa de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite). A medida é resultado de uma articulação conduzida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Segundo a FAEG, a decisão representa um importante reconhecimento de que a regulamentação anterior, em vigor desde 1º de abril, vinha gerando insegurança jurídica e dificuldades operacionais para produtores rurais que, mesmo atuando em conformidade com a legislação ambiental, enfrentavam obstáculos para acessar financiamento rural devido a alertas vinculados ao PRODES.

A entidade avalia que o ajuste promovido pelo CMN corrige distorções relevantes, especialmente diante da possibilidade de ocorrência de falsos alertas. Outro ponto considerado fundamental pelo setor produtivo é a autorização para reapresentação de propostas de crédito anteriormente recusadas com base em apontamentos constantes no sistema.

Os novos prazos para a exigência da verificação ambiental ficaram definidos da seguinte forma:

Janeiro de 2027 para imóveis acima de 15 módulos fiscais;
Julho de 2027 para imóveis entre 4 e 15 módulos fiscais;
Janeiro de 2028 para imóveis de até 4 módulos fiscais.

Além disso, foi criado um grupo de trabalho com o objetivo de aprimorar os procedimentos operacionais e solucionar gargalos técnicos ainda existentes, mantendo o diálogo entre o setor produtivo e o governo.

A FAEG reforça que o produtor rural goiano defende a preservação ambiental e a produção sustentável, mas ressalta que políticas públicas ambientais precisam ser implementadas com segurança jurídica, previsibilidade, razoabilidade e capacidade operacional adequada por parte do Estado.

Para a entidade, o setor produtivo não pode ser penalizado por falhas sistêmicas, inconsistências cadastrais ou atrasos administrativos dos órgãos públicos responsáveis pela validação das informações ambientais.

A Federação seguirá acompanhando o tema e colaborando tecnicamente nas discussões relacionadas ao crédito rural, à regularização ambiental e à construção de políticas públicas que conciliem produção, sustentabilidade e segurança jurídica no campo.

Conteúdo-assessoria de meio ambiente e recursos hídricos da Faeg

Áreas de atuação

Veja também

Senado

Notícias

Senado avança em projeto que amplia renegociação de dívidas rurais

Goiás

Goiás segue líder nacional na produção de girassol, mas condições climáticas devem impactar produtividade em 2026

Mais

Mais de 360 cursos gratuitos: Senar Goiás completa 33 anos com ampliação de vagas

Imagem