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Palestras analisam a suinocultura e ovinocultura brasileiras

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DSC 0021A suinocultura e a ovinocultura foram debatidas na tarde desta quinta-feira (27), durante o quinto painel do Congresso Internacional da Carne, realizado pelo sistema Faeg/Senar e o International Meat Secretariat (IMS-OPIC), no Centro de Convenções de Goiânia.

O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, Marcelo Lopes, foi o primeiro palestrante do painel Estratégias de Marketing para Carne Suína Brasileira. “Precisamos ter leis que tragam tranquilidade à suinocultura”, analisou o dirigente que começou sua fala criticando a falta de estímulo ao setor. Após fazer uma análise geral da atividade, palestrou sobre a estratégia de reposicionamento da carne suína no varejo brasileiro com ilustrações de fotos e vídeos.

Ponto de distribuição

Lopes citou o exemplo de uma ação de marketing em parceria com uma rede de 540 supermercados e que resultou em aumento de 30% na produção da carne suína. A ação treinamos promotores de vendas dos supermercados, capacitou profissionais sobre os cortes da carne, promoveu vídeos com os pontos positivos do consumo e profissionalizou a apresentação do produto de uma forma mais organiza nas gôndolas.

O palestrante fez uma análise da produção suína nos últimos 50 anos, desde sua utilização como banha nos anos 60 até os dias de hoje. “A carne suína de hoje é saudável, os animais se alimentam de uma ração balanceada com soja e milho”, ressaltou.

Marcelo Lopes ainda falou de campanhas de marketing praticadas pela entidade. Semana Nacional da Carne Suína e A Carne Suína é Dez, que seleciona um dia denominado pork day e que todos os elos da cadeia da suinocultura vestem uma camiseta com os dizeres da campanha.

Ovinos

DSC 0089Paulo Afonso Schwab, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO), foi o segundo palestrante com o tema Um excelente ovino. Ele começou sua palestra falando que a ovinocultura é a mais antiga criação do mundo e a que mais promove a inclusão social. “Ela oferece a carne, lã, pele, leite e outros produtos”, enumerou.

O palestrante explicou que a lã era o principal produto da ovinocultura até que os grandes estoques da Austrália aumentaram muito e associado a chegada dos tecidos sintéticos causaram queda nos preços do mercado internacional. “Isso causou uma diminuição de 13 milhões de ovinos para 3,5 milhões”.

Com 28 diferentes raças, rebanho ovino brasileiro tem uma das melhores genéticas do mundo. Em 1970 e em 2011 o número do rebanho continua o mesmo, 17,6 milhões no Brasil. Enquanto isso, o rebanho bovino aumentou, no mesmo período de referência, passou de 78 milhões para 209 milhões.

Ele apresentou números do rebanho internacional onde a China aumentou de 79,7 milhões, em 1970, para 134 milhões, em 2010, sendo considero o maior produtor de ovinos no mundo. Países como a Austrália e o Uruguai diminuíram seu rebanho no mesmo período.

Um animal oferece entre 16 a 18 kg de carne e um cordeiro está pronto para abate em três ou quatro meses. O palestrante disse que o consumo da carne ovina ainda é baixo devido à falta de hábito do brasileiro. Em 2012, foram 337 mil ovinos abatidos em um rebanho de 17,6 milhões e analisou esses números para ilustrar a grande quantidade de abates ilegais no País na atividade. Paulo Afonso falou da dificuldade de técnicos para a área e citou que outra dificuldade da cadeia é a diferença de preços praticados na carne do animal.

Fotos: Mendel Cortizo - Legenda: Marcelo Lopes (alto) e Paulo Afonso

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