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Estiagem se torna cada vez mais severa e reflete na queda de produtividade, aponta boletim do Ifag

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Grande parte do Centro-Oeste do país foi marcada por estiagem severa desde final de março, que permaneceu durante o mês o de abril e que vem se agravando neste início de maio. Com isso, a estimativa para a 2º safra é de mais cortes para a produtividade final do milho:

Segundo a AgRural a estimativa foi reduzida de 73 para 63,1 milhões. Este período seco era esperado, típico da estação, está causando grandes perdas, seja para o milho ou para as áreas com sorgo, plantado com a expectativa de conseguirem escapar um pouco dos impactos da seca, visto que o sorgo tem maior tolerância à seca. Portanto, o que interferiu diretamente no desenvolvimento do milho e/ou sorgo foi o atraso da finalização do ciclo da soja. Grandes rumores apontam para uma alta quebra de safra, porém, isso não será um motivo para reduzir as exportações, visto que o volume não será tão reduzido.

Outra questão importante e relevante é a situação dos canaviais. As estimativas apontam para redução de 15 a 75 milhões de toneladas de cana comparado com a safra anterior (2020), podendo sofrer maior impacto se não chover pelos próximos dias.

As previsões mostram que o período de seca ganha mais força, não havendo previsão de chuva para a região do centro-sul, e centro-oeste em geral. Tal fator se torna ainda mais relevante, visto que essa grande quebra de safra irá impactar nos preços do etanol e açúcar, promovendo um aumento significativo nos próximos dias.

O potencial produtivo do milho está bastante comprometido. A maioria das grandes áreas produtoras da cultura está há mais de 30 dias sem a ocorrência de chuvas e, para os próximos dias, as previsões continuam apontando aumento da seca, sem nenhuma previsão para a região central, especialmente no centro-sul. Em Goiás, especificamente, não há previsão e os volumes estão zerados para todo o estado.

As lavouras de milho e sorgo se encontram em estado crítico, como nas fotos abaixo, algumas em estado avançado de desenvolvimento, outras em estádio V3 e V4, as áreas que não são irrigadas estão grande parte em estado de decadência fisiológica. A preocupação aumenta, visto que já não há perspectivas boas de recuperação dos prejuízos/danos causado pela seca. No centro-oeste (10 a 17 de maio), há previsão de chuvas apenas para o norte, extremo noroeste do MT (até 20mm), e o sul do MS, se estendendo em toda a região sul do Brasil.

Na região Norte do Brasil, as chuvas continuam significativas, acumulando até 100mm. A região Sul do Brasil receberá alguns baixos volumes de precipitação (5 a 30mm, podendo acumular até 50mm na região leste de SC) nos próximos 7 dias, a frente fria promoverá a ocorrência de chuvas e podem ocorrer geadas. Boa notícia para os produtores do Paraná, que estavam há muitos dias sem chuvas. Mesmo não sendo demonstrado nas previsões, podem ocorrer algumas chuvas esparsas na região sul de Goiás, portanto, as chuvas estão muito irregulares, sendo a perspectiva principal negativa para a ocorrência de chuvas.

O modelo do NOAA vai ao encontro do modelo cosmo do INMET, não havendo previsão de chuvas para as regiões do centro-oeste nesta semana. Para o período de 18 a 26 de maio, a frente fria pode avançar para o Centro-Oeste, carregando umidade para estas regiões, mas não é adequado esperar boas perspectivas, visto que os modelos indicam que a estação seca ganhará mais força, promovendo apenas a redução das temperaturas devido à frente fria que está atuando no RS.

Imagem: divulgação

Fonte: Ifag
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