Faeg propõe campanha Comercialização Segura de carne

Gilmara Roberto

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Durante a reunião da Comissão de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) realizada na quinta-feira (29/05), foram realizadas discussões acerca da campanha Comercialização Segura. O objetivo do programa é estabelecer um processo de formalização da comercialização de bovinos, que resguarde produtores e indústria.

O projeto prevê a elaboração de um contrato que preste informações básicas sobre o número e características dos animais vendidos, preços e prazos combinados; um segundo documento que formalize a entrega do rebanho ao transportador e, por fim, um relatório de abate.

Para levar a campanha a cabo, a Faeg solicitou, por meio de ofício, o apoio do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados nos Estados de Goiás e Tocantins (Sindicarnes) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Modelo de segurança

Para o presidente da Comissão, Maurício Velloso, o projeto deverá ser uma evolução do Programa Pesebem, também gerido pela Faeg. Por meio de balança do programa instalada ao lado da balança do frigorífico na esteira de pesagem acompanhada pela inspeção de um profissional, o produtor pode conferir o peso da carcaça de seus animais. “Só no mês de maio, foram abatidas 60.159 cabeças de gado, monitoradas pelo Pesebem. Trata-se de um programa de controle e acompanhamento de abate, que oferece segurança e garantias ao produtor”, destacou Velloso.

Estímulo ao consumo

Membros da Comissão discutiram ainda a importância de se promover o consumo de carne bovina por meio de campanhas de marketing que destaquem a qualidade do alimento. Produtores defenderam que a carne bovina tem sido vítima de informações equivocadas que condenam, indevidamente, o alimento, considerado essencial para uma alimentação equilibrada.

Outras demandas

Durante a reunião, também foi citado o pedido da Faeg à Superintendência Federal da Agricultura em Goiás/MAPA, que propôs à Superintendência Federal da Agricultura em Goiás a redução da vacinação anual contra aftosa para uma única dose, com exceção de animais com até 12 meses. A Superintendência encaminhou o pedido para a análise da Coordenação Nacional de Febre Aftosa (CFA/DAS/MAPA).

Além disso, membros da comissão discutiram a elaboração de um plano de capacitação para o produtor rural que o oriente a preencher de forma adequada as declarações de vacinação contra a febre aftosa. “O preenchimento correto do cadastro é importante para evitar inconsistências no rebanho, evitando problemas com a Agrodefesa e também com a Secretaria da Fazenda”, lembrou a assessora técnica da Faeg, Christiane Rossi.

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