Goiás segue líder nacional na produção de girassol, mas condições climáticas devem impactar produtividade em 2026

Atraso das chuvas e excesso de precipitações impactaram a cultura. Apesar de 46% da safra já ter sido vendida antecipadamente, expectativa é de preços melhores para o restante da produção em 2026

Goiás continua na liderança da produção de girassol no Brasil e mantém a cultura como uma das principais alternativas para a segunda safra no estado. Após registrar recorde em 2025, o setor apresenta, em 2026, um cenário de expansão da área plantada, mas com queda na produtividade devido às condições climáticas.

De acordo com o Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), na safra de 2025, Goiás cultivou cerca de 46,6 mil hectares de girassol e produziu aproximadamente 72,1 mil toneladas, consolidando-se como responsável por mais de 70% da produção nacional da oleaginosa, com produtividade de 26 sacas por hectare.

Já para a safra de 2026, a área plantada avançou para cerca de 52,1 mil hectares, crescimento de aproximadamente 11%. Apesar da expansão, a estimativa de produção caiu para cerca de 70 mil toneladas. A produtividade deve recuar em torno de 11,5%, com estimativa de pouco mais de 20 sacas por hectare, reflexo das dificuldades climáticas enfrentadas durante o ciclo agrícola.

“A redução da produtividade ocorreu porque as chuvas demoraram no início do plantio da soja. Posteriormente, durante a colheita da soja e o início da semeadura do girassol, o excesso de chuvas dificultou os trabalhos no campo e comprometeu parte das lavouras. Apenas 50% das áreas de girassol do estado foram plantadas no período ideal. Os outros 50% estão em início de floração justamente no período de redução das chuvas, o que pode comprometer ainda mais a produtividade”, explica o analista técnico do Ifag, Vilmar Júnior.

Um dos fatores que mais atraem os produtores para o cultivo do girassol é a maior rentabilidade em comparação ao sorgo e ao milho, especialmente quando o plantio ocorre fora do período adequado.

“O custo de produção da cultura é menor. Em relação aos preços, 46% da produção já foi vendida antecipadamente por R$ 118 a saca. Com a redução da produtividade, a expectativa é de que o restante seja comercializado por valores superiores aos registrados em 2025. Na safra passada, a média de preços da saca de 60 quilos foi de R$ 121”, informa Vilmar.

Entre os municípios goianos que mais se destacam na produção de girassol estão Rio Verde, Luziânia, Montividiu, Jataí, Orizona, Ipameri, Chapadão do Céu e Caiapônia, cidades que seguem impulsionando o crescimento da cultura no estado.

Além da produção de óleo vegetal, o girassol vem ganhando importância econômica por sua utilização na fabricação de alimentos, rações, cosméticos, medicamentos e biocombustíveis. A cultura também contribui para a rotação de culturas, a melhoria do solo e a integração com a apicultura, fortalecendo a diversificação do agronegócio goiano. Clique para saber mais.


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Comunicação Sistema Faeg/Senar/Ifag

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