Programa Leite Saudável beneficia 37 municípios goianos

Imagem

UF 8627Nayara Pereira com informações do MAPA

Visando o melhoramento e a competitividade do setor lácteo em Goiás, além da ascensão social de 80 mil produtores no país, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, acompanhou nesta terça-feira (29), o lançamento do programa Leite Saudável, na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília. Anunciado pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Kátia Abreu, a iniciativa investirá R$ 387 milhões, até 2019, para os cinco principais estados produtores de lácteo. Desse valor, R$ 57 milhões foram destinados para Goiás.

Schreiner comemorou o anúncio e destacou a importância desse programa para o estado, já que 37 municípios goianos, distribuídos em 13 mil propriedades, serão beneficiadas. “Para nós, esse programa representa um avanço na produção. Por meio dessa verba, poderemos superar nossa meta, que atualmente é de 3,8 litros vacas/dia para 11 litros vacas/dia até 2018”, destacou.

O conjunto de ações busca aumentar a renda dos produtores e melhorar a produtividade e a qualidade do leite, além de ampliar os mercados interno e externo. Farão parte do programa os cinco principais estados produtores de lácteos do país: Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Juntos, eles representam 72,6% da produção nacional.

O programa terá sete eixos principais de atuação: assistência técnica gerencial, melhoramento genético, política agrícola, sanidade animal, qualidade do leite, marco regulatório e ampliação de mercados. “Para que todos esses eixos possam andar juntos, é preciso investir. Em todo o país, a cadeia produtiva do setor envolve 1,3 milhão de produtores. Só em Goiás produzimos mais de 3,8 bilhões por ano. E por meio dessa verba, reforçaremos a qualidade do nosso produto, a assistência técnica, o melhoramento genético e principalmente a abertura de novas mercados”, salientou.

Assistência técnica gerencial

Serão oferecidos, por dois anos, cursos técnicos e de gestão com o objetivo de melhorar a produtividade e a qualidade do leite, ampliando a renda do produtor. Com maior competitividade, será possível elevar 80 mil produtores das classes D e E para a classe C. Transportadores e técnicos dos laticínios também estão no foco do programa.

Os produtores receberão visitas mensais de técnicos, que farão supervisão das propriedades e elaborarão um cronograma de capacitação voltado ao trabalhador da cadeia de leite. Haverá ainda atualização técnica para os transportadores e um ciclo de capacitação para os operadores dos laticínios.UF 8553

Melhoramento genético

Com o objetivo de elevar os índices de produtividade do rebanho leiteiro, o Mapa e o Sebrae selecionarão agricultores com potencial de adotar práticas de melhoramento genético, ampliando em 30% a 40% o uso de inseminação artificial. O programa também fornecerá embriões geneticamente melhorados a 2.400 propriedades.

Política agrícola

O Plano Agrícola e Pecuário 2015/16 tem linhas de acesso a crédito facilitado e de juros subsidiados que potencializam a produção. Os recursos programados para esta safra são de R$ 5,29 bilhões para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), R$ 1,4 bilhão para o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro) e R$ 28,9 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familia (Pronaf) a taxas de juros anuais que variam de 2,5% a 7,5%.

Sanidade animal

A fim de ampliar a produtividade dos rebanhos, o Mapa intensificará o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal. Sem as doenças, o país também vai ampliar o acesso aos principais mercados importadores e reduzir os casos de transmissão a humanos.

Qualidade do leite

O programa prevê a criação, em parceria com a Embrapa, de um sistema de inteligência para gerenciamento de dados da qualidade do leite e a ampliação da unidade do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) de Pedro Leopoldo (MG). O Mapa também vai intensificar a implementação do Plano Nacional de Qualidade do Leite e aprimorar a base de dados dos serviços de inspeção do produto.

Marco regulatório

O ministério vai atualizar e adequar as legislações do setor lácteo, a fim de garantir a qualidade dos produtos e a saúde pública, diminuir os custos de produção e gerar renda aos produtores.

Alterações no Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), por exemplo, vão regulamentar procedimentos, instalações e equipamentos exigidos para as pequenas agroindústrias, que passarão a produzir produtos lácteos, como queijos artesanais, de fo rma legalizada e com segurança alimentar.

Ampliação de mercados

O programa Leite Saudável também visa a triplicar as exportações, com foco nos mercados da China – que compra 14% de toda a produção mundial de leite, o equivalente a US$ 6,4 bilhões – e da Rússia, que importa anualmente US$ 3,4 bilhões.

Parcerias

O Leite Saudável é resultado de uma ampla parceria com as entidades representativas do setor produtivo, que foram permanentemente consultadas durante a elaboração do programa. Além do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), apoiam o projeto a Embrapa, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a Viva Lácteos – Associação Brasileira de Laticínios, a G100 – Associação Brasileira das Pequenas e Médias Cooperativas e Empresas de Laticínios, a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) e associações de raças leiteiras.

Áreas de atuação

Veja também

Mulheres

Notícia

Mulheres conquistam espaço na mecanização agrícola por meio de cursos do Senar Goiás

Faeg

Notícias

Faeg aciona Procon Goiás para investigar aumento do preço do diesel no estado

CNA

Notícia

CNA defende aumento da mistura de biodiesel no diesel para conter impactos da alta de preços

Imagem